terça-feira, 20 de setembro de 2022
quinta-feira, 2 de junho de 2022
quinta-feira, 31 de março de 2022
domingo, 19 de dezembro de 2021
sábado, 2 de outubro de 2021
Concurso de Poesia Interescolas de Gaia
quarta-feira, 29 de setembro de 2021
Poema do Coração
Eu queria que o Amor estivesse realmente no coração,
e também a Bondade,
e a Sinceridade,
e tudo, e tudo o mais, tudo estivesse realmente no coração.
Então poderia dizer-vos:
"Meus amados irmãos,
falo-vos do coração",
ou então:
"com o coração nas mãos".
Mas o meu coração é como o dos compêndios.
Tem duas válvulas (a tricúspida e a mitral)
e os seus compartimentos (duas aurículas e dois ventrículos).
O sangue ao circular contrai-os e distende-os
segundo a obrigação das leis dos movimentos.
Por vezes acontece
ver-se um homem, sem querer, com os lábios apertados,
e uma lâmina baça e agreste, que endurece
a luz dos olhos em bisel cortados.
Parece então que o coração estremece.
Mas não.
Sabe-se, e muito bem, com fundamento prático,
que esse vento que sopra e ateia os incêndios,
é coisa do simpático.
Vem tudo nos compêndios.
Então, meninos!
Vamos à lição!
Em quantas partes se divide o coração?
António Gedeão
sexta-feira, 17 de setembro de 2021
segunda-feira, 26 de julho de 2021
quarta-feira, 26 de maio de 2021
Concurso de Poesia Interescolas de Gaia 2021
terça-feira, 18 de maio de 2021
domingo, 25 de abril de 2021
Poema: 25 de abril (2)
Poema: 25 de abril
Muito tempo calados
Com cadeados na boca.
Naquela madrugada conseguimos
A chave da nossa boca.
Neste dia vigoroso
Nas armas pomos cravos,
Pois livramo-nos da ditadura
Que nos atormentou tantos anos.
Ouvimos a " Grandola Vila Morena"
na rua a tocar,
a democracia foi implantada
e por isso vamos, hoje, festejar!
Teresa G.
quinta-feira, 22 de abril de 2021
Dia Mundial da Terra
Todos os
dias são dias
em que a
Terra é celebrada
por ser mãe
e ser raiz
da nossa
vida apressada.
Quem não ama
esta Terra
que pertence
a todos nós,
pode perder
a razão,
não ter quem
lhe ouça a voz,
porque a
Terra incomodada
com o mal
que lhe fazem
tem direito
a estar zangada,
mandando a
chuva e o tornado
contra quem
a humilha
e faz dela
uma ilha
no meio do
universo,
vertendo a
dor e queixa
na triste
beleza de um verso.
José Jorge
Letria, in O livro dos dias















