terça-feira, 24 de março de 2020

História do Dia: Os quatro irmãos



Era uma vez quatro irmãos, quatro irmãos diferentes como são as horas do dia. Eram três irmãos e uma irmã.
O primeiro era forte e loiro como um rei antigo. Tinha um olhar luminoso e fiel que só de olhar aquecia o coração. Na sua mão direita, estendida, parecia segurar uma estranha varinha – um raio de sol.
O segundo irmão vinha vestido de castanho dourado. Com um fato de folhas douradas pela luz. E na sua mão direita, estendida, trazia um fruto maduro da cor do ouro velho quando lhe dá o Sol.
E o terceiro irmão era velho e triste. Os cabelos brancos tombavam-lhe pela pele de carneiro que lhe cobria o corpo enregelado.
Na sua mão direita, estendida, não trazia nada, nada. E a mão tremia de frio. Ou talvez a mão vazia, estremecendo, escondesse um maravilhoso segredo.
E, por fim, ela, a menina, de cabelos lisos dourados e olhos verdes da cor das ervas tenras dos campos, cantava, segurando na mão direita uma estranha e bela flor.
E os quatro irmãos, vindos pelos caminhos livres da terra, chegaram a uma montanha, a uma alta montanha perto do Sol.
Mas quem são estes quatro irmãos tão diferentes? Ides sabê-lo vós mesmos, Amigos.
Vieram estes quatro irmãos, uns atrás dos outros, devagarinho.
E, no azul do Céu, o Sol pareceu parar, perguntando assim: – Por aqui? Todos ao mesmo tempo? E o Sol pareceu parar, fitando mais a menina:
— Tu, e os teus irmãos?
E redondo e parado, todo estremeceu parecendo zangar-se:
— Por aqui? Por aqui? Todos ao mesmo tempo?
Então a menina falou:
— Hoje, Sol nosso Amigo, saímos de nossa casa, que não tem paredes, nem telhado, nem janelas, e viemos aqui à montanha pelos caminhos livres da terra, falando com quem encontramos.
E acrescentou como se se desculpasse:
— Nós nunca andamos juntos, mas hoje…
O Sol estremeceu ainda:
— Mas o que será feito de vossa Mãe sem que um de vós lhe assista? Três de vós têm de ficar em casa…
O irmão mais velho, o da mão estendida que parecia vazia, respondeu:
— A Nossa Mãe-Terra continua a viver. É por pouco tempo que nós andamos assim… Não vês, Sol? Ora escuta… Vê… Voam e cantam os pássaros, correm os rios, vão e vêm as ondas do
mar… Os homens trabalham, apitam as fábricas, revolvem-se os campos, vão as crianças para as escolas…
O Sol, apesar de tudo, inquietou-se:
— Vejo! Oiço! Mas vocês, vocês os quatro por aqui ao mesmo tempo! Não é costume. Não é bom nem prudente.
Os quatro irmãos olharam-se. Queriam explicar por que estavam todos ali, vindos da casa sem paredes, sem janelas. Aquela casa onde habitavam os quatro irmãos, estando um sempre na rua, correndo os caminhos livres da Terra.
Então, o irmão loiro, que parecia um rei antigo e trazia um raio de Sol na mão, resolveu falar:
— Nossa Mãe mandou-nos os quatro pelos caminhos livres da terra, os quatro ao mesmo tempo, para que disséssemos, aos homens que encontrarmos, que somos amigos. Embora diferentes, somos amigos, sabemos trabalhar para que os homens sejam felizes, tenham pão, flores, alegria…
Foi nossa Mãe quem nos mandou…
Os outros três irmãos sorriram, sorriram os três e continuaram de mão direita estendida, estendida, sorrindo. Até o de cabelos brancos, vestido de pele de carneiro, parecia jovem, sorrindo.
E o Sol, docemente, com um calor todo suave perguntou:
— Vossa Mãe? Como ela me lembra sempre! Ela que pensa em tudo e em todos! Está muito velha a vossa Mãe?
Foi a vez de falar o irmão vestido de folhas doiradas, que trazia um fruto maduro na mão direita, estendida:
— Nossa Mãe tem a idade da vida, da própria vida. Ama-nos a nós os quatro. E ama tudo e todos. Como pode envelhecer quem ama assim?
E o Sol pensou alto, então:
— Como tendes razão! Como pode envelhecer quem ama assim!
E sorrindo, isto é, brilhando mais, falou para os quatro irmãos:
— Continuai o vosso caminho pelos caminhos livres da terra. Mas não esqueçais que tendes de voltar para a vossa casa que não tem parede, nem telhado, nem uma janela. O que será da terra sem que um dos quatro irmãos lhe assista!
E os quatro irmãos apressaram-se a dizer:
— Tendes razão, Sol. Nós vamos.
E disseram adeus ao Sol e começaram a caminhar. E foram em direcção ao mar.
Chegaram junto a uma praia e viram consertando as redes um velho pescador de barbas grisalhas, moreno pelos ventos do mar, pela luz do Sol.
E o pescador, pressentindo-lhes os passos na areia dourada, ficou-se pensativo com a agulha no ar e perguntou por fim:
— Quem sois?
Os quatro irmãos sorriram e outra vez o mais velho respondeu:
— Tu conheces-nos. O ano inteiro nos conheces aqui nesta praia. Três meses por ano um de nós vem visitar-te. Acompanha-nos o Sol e o Vento, o Frio e a Chuva, a Bonança e a Tempestade. Olha bem para nós!
Então o velho pescador franziu os olhos já cansados de olharem tantos anos, e sorriu. E falou devagar:
— Como vos conheço! Sei quando vem cada um de vós, cada irmão por sua vez. Basta-me olhar o brilho das estrelas, o correr das nuvens, o bater do mar. Sei quando chega cada um de vós, deixando os outros irmãos em casa. Mas hoje, hoje vieram todos ao mesmo tempo…
Os quatro irmãos sorriram. E falou a irmã:
— Nossa Mãe mandou-nos os quatro pelos caminhos livres da Terra para que disséssemos aos homens que somos amigos, embora tão diferentes. Nós quatro, tu bem o sabes enquanto olhas o mar, como somos amigos. Como sabemos trabalhar para que os homens sejam felizes, tenham pão, flores, alegria.
E os outros irmãos sorriram e continuaram com a mão direita estendida, sorrindo. Até o de cabelos brancos, vestido de pele de carneiro, parecia jovem, sorrindo feliz.
O pescador fixou este com mais força no olhar cansado, e observou-lhe:
— Tu, às vezes, fazes revolver o Mar, mais do que os teus irmãos agitar a Terra, e nós, pescadores, somos tragados pelas ondas frias.
O irmão mais velho pareceu agora mais velho, mas sereno respondeu:
— É assim a lei da vida que me manda experimentar os homens, a sua coragem. Mas o engenho do homem é imenso, a sua coragem, sem fim.
O pescador sorriu, continuou a consertar a sua rede e pensou alto:
— As praias batidas pelo mar tornam-se mais belas. A agitação das águas é a vida de milhões de peixes que enchem as nossas redes.
E a coragem do homem é sem fim, tendes razão…
E sorria, continuava sorrindo, os olhos, a boca, todo o rosto com suas rugas sorrindo, as próprias mãos pare­cendo sorrir também, trabalhando muito depressa…
E os quatro Irmãos, três irmãos e uma irmã, caminharam de novo pela areia dourada aquecida pelo Sol.
E pararam junto de uma árvore onde se abrigava uma doce mulher embalando um filho pequenino que adormecia nos seus braços.
E a doce mulher cantava:
Quem tem filhinhos pequenos
Tem por força de lhes cantar
Quantas vezes uma mãe canta
Com vontade de chorar…
E a mulher, a doce mulher, suspendeu o seu canto e o seu embalo, e perguntou aos quatro irmãos:
– Quem sois vós?
E os quatro irmãos sorriram. E respondeu o que se vestia de dourado e trazia um fruto cor de ouro velho na sua mão:
— Tu conheces-nos. Sabes quando nós chegamos pelo canto dos pássaros, canto mais contente quando eles fazem o ninho na árvore que te dá sombra.
E continuou:
— Nossa Mãe mandou-nos pelos caminhos livres da Terra para que disséssemos aos homens que somos amigos, embora tão diferentes. Nós quatro, tu bem o sabes enquanto olhas os campos e o céu embalando o teu menino, como somos amigos. Como sabemos trabalhar para que os homens sejam felizes, tenham pão, flores, alegria.
Então a doce mulher sorriu, sorriu e falou:
— Como vos conheço! Sei quando vem cada um de vós pelo canto e pelo voo dos pássaros… Quando eles fazem os ninhos nesta árvore que me dá sombra, quando as flores nascem para me sorrirem por toda a casa, quando posso trincar um fruto como esse que tens na mão, tu irmão das folhas douradas… Mas hoje, hoje, viestes todos ao mesmo tempo… e não vos reconhecia.
E os quatro irmãos sorriram. E a irmã falou. Falou de mão estendida, com uma bela e estranha flor na sua mão:
— Foi nossa Mãe quem nos mandou…
E os quatro irmãos sorriam, os quatro com o braço direito estendido. Até o vestido de pele de carneiro parecia jovem, sorrindo feliz. Então a mulher perguntou:
— E como está a vossa Mãe, na vossa casa que não tem paredes, nem telhado, nem janelas? Muito velha, não?
Respondeu o irmão loiro que trazia um raio de Sol na mão estendida:
— Nossa Mãe tem a idade da vida, da própria vida. Ama-nos a todos. Ama tudo e todos. Cuida de nós todos. De ti, também, e do teu menino que embalas tão docemente. Como pode envelhecer quem ama assim?
A mulher sorriu, entendendo, sorriu, e depois disse como se pensasse alto:
— Vocês vieram os quatro ao mesmo tempo pelos caminhos livres da Terra, da vossa casa sem telhado, sem porta e sem janelas, para que o Mundo seja contente, para que todas as mães cantem sem vontade de chorar…
E ficou-se a sorrir como se dissesse adeus, com uma lágrima sobre o rosto cansado.
Então os quatro irmãos resolveram voltar a casa.
Já a Lua no Céu lhes sorria como uma candeia de prata. Alumiava-lhes de mansinho, rodeada de estrelas, o caminho da casa, a casa sem telhado, sem portas e janelas, onde a Mãe os esperava com os dois braços estendidos, sorrindo, parecendo estar muito longe e muito perto.
E a Mãe, esperando-os, murmurava sorrindo com uma voz cheia de amor:
— Meus filhos!
E abraçou-os um a um, devagarinho, com muito amor, lágrimas de felicidade fugindo-lhe pelo rosto enrugado e feliz.
E os quatro Irmãos entraram sorrindo, com o Sol, a Chuva, o Vento no coração.
E contaram à Mãe, à sua velha Mãe, o que haviam visto, os quatro ao mesmo tempo, nos caminhos livres da Terra…
Deixai-os contar, um deles depressa terá que sair por três meses do Ano – terá de deixar a casa sem porta, sem janelas, sem telhados.
E se eu vos não digo os nomes destes quatro irmãos , três irmãos e uma irmã, é porque vos quero dar a alegria de os descobrirdes sozinhos, assim como quem descobre quatro segredos que têm um nome só, igual ao de sua Mãe.
Matilde Rosa Araújo
Os Quatro Irmãos
Lisboa, Livros Horizonte, 1983
Texto adaptado

Semana da Leitura 2020

segunda-feira, 23 de março de 2020

A Bolacha


Era uma vez uma jovem que estava à espera do seu voo na sala de embarque de um grande aeroporto.
Como tinha de esperar longas horas, resolveu comprar um livro para ocupar o tempo. Comprou também um pacote de bolachas.
Sentou-se numa poltrona, na sala VIP do aeroporto, para poder descansar e ler tranquilamente. Ao seu lado, sentou-se um homem.
Quando a jovem pegou na primeira bolacha, o homem também pegou numa. Ela sentiu-se indignada, mas nada disse. Limitou-se a pensar: “Que descaramento! A minha vontade era dar-lhe uma bofetada para ele aprender!!”
Sempre que tirava uma bolacha, o homem fazia o mesmo. Ela sentia-se de tal modo indignada que nem conseguia reagir. Quando restava uma única bolacha, pensou: “O que é que este descarado vai fazer agora?”
Então, o homem partiu a última bolacha ao meio, deixando-lhe uma das metades.
Ah! Era demais! A ferver de raiva, a jovem pegou no livro e nas suas malas e dirigiu-se ao local de embarque.
Quando, já confortavelmente sentada no avião, olhou para dentro da sua bolsa para retirar uma caneta, verificou, para cúmulo da surpresa, que o pacote de bolachas ainda se encontrava lá… intacto!
Sentiu uma imensa vergonha. Só então percebera que quem tinha procedido mal fora ela, sempre tão distraída! Tinha-se esquecido de que metera as bolachas na carteira.
O homem dividira as bolachas dele sem dar mostras de indignação nem de cólera, enquanto ela tinha ficado enfurecida ao pensar que estava a dividir as suas bolachas com ele. Já não havia tempo para se explicar… nem para pedir desculpa.
Quantas vezes, na nossa vida, não comemos as bolachas dos outros sem termos consciência disso?
Antes de tirar conclusões, reflita.
Talvez as coisas não sejam exatamente como pensa. Não julgue os outros sem os conhecer.
Existem quatro coisas na vida que não se recuperam:
a pedra, depois de atirada;
a palavra, depois de proferida;
a ocasião, depois de perdida;
o tempo, depois de passado.
                                                                                                                                    Nilton J. de Souza
                                                                                                                                            (Adaptação) 

sábado, 21 de março de 2020

Poesia do dia: A Casa da Poesia de José Jorge Letria

E como hoje é Dia da Poesia...


                                                                      Rui castro


A Casa da Poesia
[...]
A poesia tem uma casa
que não é grande nem pequena,
pois tem sempre o tamanho
que tem cada poema.
A poesia vai à escola
com mil versos na mochila
e depois lança-os ao vento
para que possam chegar mais longe
do que chega o pensamento
e, num tempo sem memória,
consigam durar sempre mais
do que dura o esquecimento.
[...]
A poesia gosta de rir
porque o riso a alivia
dos medos e dos fantasmas
que lhe aparecem dia a dia
e também das contas certas
que não rimam com alegria
e adiam a felicidade
como quem mata a magia.
Na casa da poesia
existe sempre à mão
a poeira de magia
a que se chama inspiração
e esse jeito secreto
de juntar trabalho e emoção.
Na casa da poesia
cabem netos e avós,
pais, primos e irmãos
em páginas ímpares e pares,
e cabe sempre a nossa voz,
pois os esforços não são vãos
quando teima a poesia
em não nos deixar sós.
 [...]
José Jorge Letria,
A casa da poesia
Lisboa, Terramar, 2003

https://historiasparaosmaispequeninos.wordpress.com/2019/02/23/a-casa-da-poesia/


sexta-feira, 20 de março de 2020

Poesia do dia: As árvores e os livros


As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.


Jorge Sousa Braga, Herbário (2002)


Sugestão do dia: Experiências de ciências para crianças



quinta-feira, 19 de março de 2020

História do dia: O Incrível rapaz que comia livros

Sugestão do dia: RTP Ensina




"Ao longo das últimas décadas, a Rádio e Televisão de Portugal (RTP) produziu inúmeros conteúdos cujo interesse não se esgotou na sua divulgação televisiva ou radiofónica. Entrevistas com figuras notáveis das letras, das artes, das ciências, bem como documentários sobre o património e a história[...] um espaço de consulta fácil para os utilizadores, através de computadores, tablets ou smartphones[...]
Que tipo de conteúdos?
Estão disponíveis[...]videos, audios, infografias e fotografias produzidas pelos diferentes canais da Rádio e Televisão de Portugal ao longo das últimas oito décadas. Para além de pequenos excertos de entrevistas ou programas, apresentamos também alguns grandes documentários com grande relevância para determinadas matérias escolares.
Como consultar?
Na área de temas temos os conteúdos divididos pelas principais matérias: Artes, Português, Ciência, Cidadania, etc. Em cada tema podemos filtrar os resultados por tipo de conteúdo, nível de ensino ou sub-tema. Alguns dos artigos publicados estão agregados em dossiers, que nos oferecem o conjunto da oferta existente sobre determinado assunto, ou conjuntos de episódios de uma mesma série. A área de infantil destina-se ao público pré-escolar e contém parte do acervo do espaço infantil zig zag, da RTP2." https://ensina.rtp.pt/sobre/


quarta-feira, 18 de março de 2020

Para pensar...

Uma História por Dia: Um Peixe de Ouro



Era uma vez um pescador que vivia com a mulher numa velha cabana à beira-mar. Todos os dias partia no seu barco, feliz por reencontrar as ondas coroadas de espuma, por sentir o sol acariciar-lhe a face e o vento soprar-lhe docemente nos cabelos. Por vezes, maravilhado com um pôr-do-sol, quedava-se, extasiado pela beleza do mundo, e esquecia-se até de lançar as redes.
Numa manhã em que o mar estava particularmente calmo, lançou as redes à água límpida, dando graças ao céu por tão belo dia. Teve muita dificuldade em puxá-las. Puxou com todas as suas forças, pensando que apanhara vários peixes grandes. Mas, no meio das redes, havia um único peixe de escamas douradas. Ficou muito surpreendido quando o peixe lhe falou com voz humana:
— Peço-te, pequeno pescador, deixa-me voltar para o mar. Dá-me a minha liberdade e dar-te-ei o que quiseres.
O pescador pegou nele delicadamente e pô-lo de novo na água.
De volta a casa, contou a sua aventura à mulher, que ficou muito zangada:
— Ao menos, podias ter-lhe pedido pão! Há muitos dias que não temos pão. Volta lá e pede-lhe pão bem fresco.
O pescador voltou ao lugar onde tinha largado o peixe. Uma brisa suave soprava no mar e as pequenas ondas salpicavam docemente o casco do barco.
— Peixe, peixinho de ouro, vem cá! Vira a cabeça p’ra mim, minha mulher quer assim!
O peixe apareceu e perguntou:
— O que me quer ela?
— Acha que eu deveria ter-te feito um pedido quando estavas preso na minha rede. Queria que nos desses pão.
— Volta para casa — respondeu-lhe o peixe. — Ela já tem o que queria.
Ao chegar a casa, o pescador encontrou a mulher ocupada a empilhar formas de pão e sacos de farinha a um canto da cabana.
— Estás a ver como fiz bem em mandar-te lá? — perguntou ao marido.
Passado um mês, porém, a mulher do pescador começou a queixar-se.
— Devias ter-lhe pedido uma casa. Olha para esta cabana miserável, quase não se aguenta de pé! Na verdade, o que nos faz falta é uma boa casa. Vai ter com o peixe de ouro e pede-lhe uma.
O pescador voltou, contrafeito, ao lugar onde tinha largado o peixe. O sol desaparecera por detrás das nuvens e o vento tinha-se levantado, fazendo oscilar o barco.
— Peixe, peixinho de ouro, vem cá! Vira a cabeça p’ra mim, minha mulher quer assim!
O peixe tirou a cabeça da água e perguntou-lhe:
— E o que quer ela agora?
— Quer uma casa. A nossa cabana está muito velha.
— Volta para casa. Ela já tem o que desejava.
Ao chegar a casa, o pescador encontrou a mulher com um vestido novo, na soleira de uma grande casa de pedra. Atrás de um belo pomar, viu igualmente uma capoeira e um estábulo.
— Vês — disse-lhe a mulher — fiz bem em mandar-te lá.
Mas, duas semanas depois, a mulher do pescador voltou a queixar-se:
— Esta casa é demasiado pequena. Precisamos mas é de um castelo. Vai de novo ter com o teu peixe e diz-lhe que quero morar num castelo.
Tanto o atormentou, que o pescador voltou ao mesmo lugar. O vento soprava agora em fortes rajadas e grandes ondas abanavam o barco por todos os lados.
Contrafeito, o pescador chamou o peixe de ouro:
— Peixe, peixinho de ouro, vem cá! Vira a cabeça p’ra mim, minha mulher quer assim!
O peixe tirou a cabeça da água e perguntou-lhe:
— O que quer ela desta vez?
— Quer um castelo. Acha a casa pequena demais.
— Volta para casa — respondeu o peixe. — Ela já tem o que queria.
Ao chegar a casa, o pescador viu a mulher magnificamente vestida, no pátio de um grande castelo, que estava rodeado por um belo parque. Dezenas de criados atarefavam-se por todo o lado.
— Vês como fiz bem em mandar-te lá?
Mas, no final da semana, a mulher acordou-o uma manhã com um forte abanão:
— Temos de ser os soberanos deste país. Corre e pede ao peixe que nos faça rei e rainha.
— Mas eu não quero ser rei — disse-lhe o pescador.
— Mas eu quero ser rainha. Vai depressa dizer-lhe que quero governar o país.
Triste e com o coração pesado, o pescador voltou à margem. Relâmpagos flamejantes percorriam o céu escuro e ondas ameaçadoras por pouco não viraram o barco.
— Peixe, peixinho de ouro, vem cá! Vira a cabeça p’ra mim, minha mulher quer assim!
O peixe tirou a cabeça da água e perguntou-lhe:
— O que mais quer ela?
— Quer ser rainha. Quer que todos a sirvam.
— Volta para casa — disse-lhe o peixe. — Ela já tem o que exigiu.
Ao chegar a casa, o pescador viu um palácio esplêndido, guardado por inúmeros soldados. A mulher encontrava-se no interior, sentada num trono enorme. Tinha na cabeça uma pesada coroa de ouro, incrustada de diamantes, e trazia um vestido sumptuoso, semeado de finas pérolas.
— Vês como fiz bem em mandar-te lá? — perguntou ao vê-lo.
Mas, nessa noite, na grande cama coberta de peles, a mulher do pescador não conseguia dormir. Perguntava-se o que mais poderia obter do peixe. E quando a alvorada iluminou o céu, pôs-se a gritar de cólera:
— Como é possível? Quando quero dormir é que o sol se levanta, e sem a minha autorização. Vai depressa ter com o peixe e diz-lhe que desejo que os astros me obedeçam.
E ordenou aos guardas que o pescador fosse posto fora de portas. Pesaroso, o pescador voltou ao mar.
Uma tempestade enorme desabara sobre o oceano. As ondas rebentavam em cima do barco do pescador, que não o conseguia controlar. Várias vezes chamou o peixe com todas as suas forças, enquanto a violência do vento lhe abafava a voz:
— Peixe, peixinho de ouro, vem cá! Vira a cabeça p’ra mim, minha mulher quer assim!
O peixe tirou, por fim, a cabeça da água e perguntou:
— Mas o que mais pode ela ainda querer?
— Quer reinar sobre o universo inteiro.
— A tua mulher nunca se sentirá satisfeita. Adeus, caro pescador, nunca mais voltaremos a ver-nos.
Ao chegar a casa, o pescador viu que o palácio tinha desaparecido e que, no seu lugar, se encontrava de novo a cabana decrépita. A mulher choramingava, envergando o seu velho vestido remendado.
— Não chores — disse o pescador. — Não eras mais feliz quando eras rainha. A maior felicidade consiste em estar-se contente com o que se tem.
E partiu, feliz, para pescar o alimento de todos os dias no mar límpido e tranquilo.

Johanna M. Coles; Lydia M. Ross, L’Alphabet de la Sagesse, Paris, Albin Michel Jeunesse, 1999

segunda-feira, 16 de março de 2020

Uma História por Dia: Ser verdadeiramente rico



"Este foi o meu primeiro aniversário longe de casa. Senti falta da minha mãe, da minha irmã, e seguramente do bolo especial que a minha mãe sempre fez para o meu aniversário.
Desde de que entrei para a universidade este ano, observo com ciúme os caloiros que recebem encomendas dos pais nos seus aniversários – aliás, até nos dias normais. Em vez de me sentir empolgada com o facto de fazer 18 anos, sinto-me vazia. Gostava que a minha mãe me enviasse algo também, mas sei que não tem dinheiro para o presente ou sequer para os portes de envio. Fez sempre o melhor que pôde pela minha irmã e por mim. Criou-nos sozinha. A verdade é que nunca houve dinheiro suficiente. Mas isso não a impediu de nos ajudar a sonhar.
“Podes ser aquilo que quiseres ser”, dizia ela. “Política, bailarina, escritora, tens apenas de trabalhar para isso, tens de apostar na tua educação.”
Durante muito tempo, por causa do engenho da minha mãe, não compreendi que éramos pobres. Ela conseguia fazer tanto com tão pouco! Tratava da nossa casa com verdadeiro empenho e zelava pelos canos com mais de 40 anos e pelo aquecedor a óleo para que nos mantivéssemos quentes durante os invernos gélidos. Vestia-nos e alimentava-nos. Conseguiu que tivéssemos bolsas para estudarmos violino e piano com os melhores professores de Filadélfia. Nunca deixava passar nenhuma oportunidade para falar com os nossos professores e assistia a todas as nossas apresentações musicais e teatrais.
A minha mãe tinha muita esperança na minha irmã e em mim. Compreendeu que o modo de sairmos da pobreza era a educação. Não brincávamos sempre na rua como as outras crianças, nem ficávamos no alpendre até tarde, a conversar e a rir com os vizinhos. Ficávamos em casa a fazer os trabalhos escolares e a ler livros. A mãe sentava-se connosco, enquanto cumpríamos as nossas tarefas, e ensinava-nos a estudar, incitando-nos a consultar enciclopédias ou a recorrer às bibliotecas. E fazia tudo isso com um salário manifestamente insuficiente.
Nunca comprou nada que pudesse ela própria fazer e apenas em casos de emergência recorria às suas poupanças, que guardava num banco do centro da cidade.
Graças aos grandes sonhos e sacrifícios da minha mãe, consegui chegar à Ivy League, na Universidade de Brown, em Rhode Island. Mesmo assim, tive medo de não estar à altura  dos meus colegas. Pareciam-me confiantes e aparentavam ser ricos. Senti-me perdida e deslocada por vezes.
Enquanto sonhava acordada, bateram à porta. A minha colega de quarto abriu e um homem dos correios perguntou por mim. Entregou-lhe uma caixa retangular e grande, que ela colocou cuidadosamente sobre a secretária ao pé da minha cama. Abri-a e lá dentro estava um bolo de baunilha com cobertura de chocolate. Escrita com maçapão estava a mensagem: Feliz Aniversário, Sande! Com amor, mãe e Rosalind. Foi como se a minha mãe estivesse mesmo ali, a abraçar-me. Como tinha conseguido pagar o envio?
Saí do quarto e bati à porta dos meus colegas. “Bolo de aniversário”, gritei eu. Ao cortar o bolo para os dez colegas que reunira no quarto, e ao observar os seus rostos enquanto comiam, percebi que eu não precisava de comer para me sentir satisfeita e rica por dentro."

Sande Smith://contadoresdestorias.wordpress.com/2017/02/05/ser-verdadeiramente-rico/

sexta-feira, 6 de março de 2020

Semana da Leitura 2020

Durante a próxima semana (9 a 13 de março) comemora-se a Semana da Leitura. Para celebrar a leitura, o livro e o leitor, o Plano Nacional de Leitura (http://www.pnl2027.gov.pt/np4/sl2020apresentacao.htmlconvida as escolas a promoverem atividades para festejar a leitura como ato comunicativo, diálogo entre as artes, as humanidades e as ciências, espaço de encontro, criativo e colaborativo, de modo a promover a leitura e a escrita como objeto de prazer e liberdade.



segunda-feira, 2 de março de 2020

Concurso Mascote das Bibliotecas

Já temos uma mascote para as Bibliotecas do Agrupamento de Valadares! A Lili, idealizada pela aluna Adriana Vasconcelos, da turma 3CAD (Escola Básica de Cadavão), passará a integrar a nossa equipa e fará parte da nossa imagem.
A mascote foi construída com base em três conceitos básicos: Sabedoria, materializada no mocho; Aprendizagem, simbolizada no livro; Conhecimento e Globalização, representados pelo balão em formato de planeta Terra.
Com esta representação pretende-se comunicar os fundamentos essenciais da biblioteca e o gosto pela leitura. 
Parabéns à vencedora e a todos os participantes!


quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Juntos por uma Internet melhor...

No dia 11 de fevereiro de 2020, comemora-se o Dia da Internet Mais Segura. Ao longo deste mês, iremos promover atividades sobre as temáticas relacionadas com a Segurança Digital. Uma dessas atividades é um desafio, o Pisca Mega Quiz, que poderá ser jogado na Biblioteca.



segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Juntos pelos Direitos Humanos

Pelo 5.º ano consecutivo, a Biblioteca Escolar, em articulação com as disciplinas de Educação Moral e Religiosa Católica, Cidadania e Desenvolvimento e Educação para a Cidadania, aceitou o convite para participar na Maratona de Cartas promovida pela Amnistia Internacional. Para conhecer e assinar os casos de 2019, poderá fazê-lo consultando o sítio da Amnistia Internacional, através da ligação amnistia.pt/maratona.
Até 15 de fevereiro, todos são convidados a participar nesta iniciativa em defesa dos Direitos Humanos.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Concurso Rosas dos Ventos

Os professores de História e Geografia de Portugal (2.º ciclo) e de Geografia (3.º ciclo) desafiaram os seus alunos a construir rosas dos ventos, que foram expostas na biblioteca, onde decorreu o Concurso Rosas dos Ventos, com a colaboração da equipa da biblioteca. 
Parabéns a todos os participantes!

Para saber mais...

Rosa dos Ventos é a base da localização relativa em Geografia (localização de um lugar em relação a outros locais, utilizando pontos de referencia conhecidos). Ela indica-nos os pontos cardeais, colaterais e intermédios.



segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Concurso de Símbolos Natalícios

Encontra-se patente no espaço renovado da biblioteca a Exposição de Símbolos Natalícios (Presépios,  Árvores  e  Coroas  de  Natal), realizados pelos alunos em família, no âmbito da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica. 
Pensando na sustentabilidade do planeta, os alunos utilizaram materiais reciclados.
Ficam aqui apenas alguns exemplos da criatividade dos nossos alunos...


sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Encontro com... Daniel Completo

Nos dias 2 e 3 de dezembro, recebemos no nosso agrupamento a visita de Daniel Completo, que interpretou canções compostas para alguns poemas de Luísa Ducla Soares, para os meninos do pré-escolar e do 1.º ciclo. Assim, através da música fez-se uma viagem pela obra desta escritora. Valorizando nas letras o aspeto lúdico e brincalhão, este músico conseguiu despertar o entusiasmo e a participação de todos, tendo proporcionado uma forma diferente de contactar com a leitura.
Abaixo ficam os livros apresentados.




sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Concurso "Mascote das Bibliotecas"

No âmbito do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, lançamos-te um desafio. Apresenta uma proposta para uma mascote que represente as nossas bibliotecas. Consulta o regulamento e participa!
Há um prémio para a melhor mascote.

Acede ao regulamento aqui.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

MIBE 2019

Outubro é o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares (MIBE) e, em 2019, o tema é "Vamos Imaginar", traduzido do inglês "Let's Imagine". Este ano, somos convidados a pensar e celebrar a ligação entre livros, leitura, bibliotecas escolares e a imaginação.
Abaixo transcrevemos parte da mensagem da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE):
"Acreditamos que as bibliotecas são espaços vivos, cujos atores principais são as crianças e jovens, seus utilizadores. Esperamos que o MIBE 2019 seja uma celebração mundial criativa e imaginativa do poder das bibliotecas para transformar o mundo."

Para celebrar o MIBE, as Bibliotecas Escolares do Agrupamento de Escolas de Valadares propõem um conjunto de iniciativas. O programa pode ser consultado abaixo.



sexta-feira, 14 de junho de 2019

Leitores extraordinários

Durante o ano letivo, muitos foram os alunos que se deixaram encantar pelos livros das nossas Bibliotecas. Para todos eles, deixamos aqui uma mensagem...



quinta-feira, 6 de junho de 2019

Notícias Falsas? Não te deixes enganar!

Deixamos aqui algumas dicas para que consigam mais facilmente identificar informação falsa na Internet. Não se esqueçam, avaliem criticamente antes de partilhar!


quarta-feira, 5 de junho de 2019

Literacia dos Media

No âmbito da aplicação do referencial Aprender com a Biblioteca Escolar, entre 28 de maio e 5 de junho, dinamizámos sessões sobre Literacia dos Media em articulação com as professoras das disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento e de Tecnologias da Informação e da Comunicação, para os alunos do 5.º ano e do 7.º ano.
Os temas abordados foram a segurança na Internet, a dependência dos dispositivos móveis e as notícias falsas (fake news). 




sexta-feira, 8 de março de 2019

Semana da Leitura 2019

De 11 a 15 de março, as Bibliotecas do Agrupamento de Valadares propõem-se comemorar a SEMANA DA LEITURA, desafiando crianças, jovens e adultos a unirem-se numa grande festa do livro e da leitura.



Pode consultar abaixo o programa de cada uma das Bibliotecas Escolares do nosso Agrupamento.


Programa Semana da Leitura BE JunqueiraPrograma Semana da Leitura BE Vila ChãPrograma Semana da Leitura BE Valadares
      

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Grande Desafio - Pisca Mega Quizz

Quizz por Recursos Biblioteca

Concurso de Poesia Interescolas de Gaia 2019

Os agrupamentos e as escolas públicas do concelho de Gaia, em parceria com a Biblioteca Municipal, poetas residentes e outros intelectuais, promovem um concurso de Poesia para a comunidade educativa. Podem participar alunos e ex‑alunos, encarregados de educação, professores, técnicos licenciados e não licenciados e assistentes operacionais. O concurso decorre até 15 de março e os trabalhos devem ser entregues na Biblioteca da Escola Básica de Valadares até à referida data, em papel e em formato digital. 
Participe! Para conhecer o regulamento, clique na imagem abaixo.




terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Maratona de Cartas - Amnistia Internacional

Pelo 4.º ano consecutivo, as Bibliotecas do Agrupamento de Valadares, em articulação com o subdepartamento de Educação Moral e Religiosa Católica e as disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento e de Educação para a Cidadania, juntam-se à iniciativa da Amnistia Internacional, pela defesa dos Direitos Humanos, e participam na Maratona de Cartas. 
Todos os anos, milhões de pessoas, pelos quatro cantos do mundo, unem-se no esforço conjunto e simultâneo  de  escrever   cartas  e  assinar   petições  em  defesa  de pessoas e de  comunidades  em risco. 
Para saber mais sobre esta iniciativa, poderá consultar www.amnistia.pt.
Durante a última semana de aulas do 1.º período, alunos, pais, professores e funcionários são convidados a participar nesta "Maratona" em defesa dos Direitos Humanos. 
Em 2017, foi assim...
 
 
 

terça-feira, 23 de outubro de 2018

MIBE - Sessão para Pais

No dia 29 de outubro, pelas 18 horas, o Serviço de Psicologia e Orientação do nosso Agrupamento, com a colaboração da Biblioteca da Escola Básica de Valadares, irá dinamizar a sessão "Pais Presentes, Filhos Excelentes". 


Dia da Biblioteca Escolar

Hoje, comemorou-se o Dia da Biblioteca Escolar. E no nosso Agrupamento esta data foi ainda mais especial, pois inaugurámos a Biblioteca da Escola Básica de Vila Chã.
Desejamos que este espaço se torne num lugar mágico, onde as nossas crianças possam crescer como leitores e onde a sua curiosidade pelo conhecimento ganhe asas e os leve tão longe quanto possível...
Deixamos aqui um pequeno vídeo de apresentação do espaço desta nossa nova Biblioteca, aproveitando para agradecer a todos os que contribuiram para que ela se tornasse uma realidade.   


Inauguração da Biblioteca de Vila Chã on Biteable.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

MIBE 2018

Outubro é o Mês Internacional das Bibliotecas Escolares. Este ano o mote é: Por que adoro a Biblioteca Escolar? Esta é a pergunta que iremos colocar aos nossos leitores para saber o que pensam das nossas Bibliotecas.
Para já, aqui fica o nosso cartaz.


Dia Mundial da Música

O Dia Mundial da Música comemora-se a 1 de outubro. Esta data foi instituída em 1975 pelo International Music Council, uma instituição fundada em 1949 pela UNESCO, com os seguintes objetivos: promover a arte musical em todos os setores da sociedade; divulgar a diversidade musical; aplicação dos ideais da UNESCO como a paz e amizade entre as pessoas, a evolução das culturas e a troca de experiências.
Para assinalar esta data sugerimos o filme Pedro e o Lobo, realizado por Suzie Templeton, a partir da obra do compositor russo Sergei Prokofiev.


quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Bom Regresso

Com o início de um novo ano letivo, as Bibliotecas do Agrupamento de Escolas de Valadares não poderiam deixar de desejar a toda a comunidade educativa um percurso repleto de descobertas e sucessos.
Aguardamos a vossa visita!
Publicamos aqui um curto vídeo que mostra o trabalho realizado nas nossas Bibliotecas, no ano letivo anterior.


Bibliotecas_Agrupamento_2017/18 on Biteable.

terça-feira, 17 de julho de 2018

sábado, 30 de junho de 2018

Dia Mundial das Bibliotecas - 1 de julho

Um dia marcado para enaltecer a importância da leitura na educação e na formação das pessoas.
A leitura tem inúmeros benefícios e, se for partilhada, torna-se ainda mais especial.
No Dia Mundial das Bibliotecas, aproveitem para ler... 


Ler_com_as_crianças de Recursos Biblioteca

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Concurso de Poesia Interescolas de Gaia - 2018

Já são conhecidos os resultados da 2.ª fase do Concurso de Poesia Interescolas de Gaia. Divulgamos os premiados do nosso Agrupamento. Parabéns a estes e a todos os que participaram!

 

quarta-feira, 16 de maio de 2018

À conversa com... a Rádio Nova

No passado dia 9 de maio, a Escola Básica de Valadares recebeu três profissionais da rádio, para participarem numa atividade promovida pela Biblioteca e integrada na Semana dos Media e na Semana das Línguas. Manuel Costa Leal, jornalista, César Nóbrega e Sérgio Sousa, animadores da Rádio Nova, estiveram à conversa com alunos de diversas turmas, tendo também respondido às várias questões colocadas pelos participantes. Foi uma sessão muito animada e proveitosa, à qual não faltou o humor, que dificilmente será esquecida!

terça-feira, 8 de maio de 2018

Comemoração do dia do Sol - 3 de maio

Como é já habitual, o nosso Agrupamento comemorou o Dia do Sol, no âmbito do Projeto de Educação para a Saúde.
No dia 3 de maio, na Biblioteca da Escola Básica de Valadares, teve lugar uma sessão com a Dr.ª Natividade Rocha, médica dermatologista do Centro Hospitalar de Gaia.
De 30 de abril a 8 de maio, estiveram em exposição chapéus produzidos pelos alunos, para que todos pudessem votar no seu preferido.



sexta-feira, 20 de abril de 2018

Concurso Nacional de Leitura - Fase Concelhia

Realiza-se, hoje, a fase concelhia do Concurso Nacional de Leitura, no qual participam três alunos do nosso agrupamento: 

 Helena Felizes, Helena Ferreira e Jorge Lin.

Boa sorte!