segunda-feira, 15 de junho de 2020

Dia Mundial do Vento


Neste dia convidam-se as pessoas a descobrirem o vento: do seu poder à sua importância, das suas possibilidades à sua tipologia. A efeméride foi criada pelo Conselho Global de Energia Eólica (Global Wind Energy Council - GWEC). Começou como uma data europeia em 2007, mas tornou-se numa data mundial em 2009.

Sugestão de atividades:

Lançamento de papagaios de papel.




 Visitar um  parque eólico.



Fazer um Catavento




Visitar um moinho





Luísa Ducla Soares sugere: As vozes dos animais

A melhor tarefa do Mundo: Ser Feliz


domingo, 14 de junho de 2020

Poesia do Dia: A fada das crianças de Fernando Pessoa

Do seu longínquo reino cor-de-rosa,
Voando pela noite silenciosa,
A fada das crianças, vem, luzindo.
Papoulas a coroam, e, cobrindo
Seu corpo todo, a tornam misteriosa.
À criança que dorme chega leve,
E, pondo-lhe na fronte a mão de neve,

Os seus cabelos de ouro acaricia
E sonhos lindos, como ninguém teve,
A sentir a criança principia.
E todos os brinquedos se transformam
Em coisas vivas, e um cortejo formam:
Cavalos e soldados e bonecas,
Ursos e pretos, que vêm, vão e tornam,
E palhaços que tocam em rabecas…
E há figuras pequenas e engraçadas
Que brincam e dão saltos e passadas…
Mas vem o dia, e, leve e graciosa,
Pé ante pé, volta a melhor das fadas
Ao seu longínquo reino cor-de-rosa

Para refletir: Glued (Colado)

História do Dia: A flauta de Luísa Ducla Soares


Era uma vez um rapaz que todos os dias ia para o monte com as suas cabras.
Não tinha com quem falar e só ouvia o uivo do vento, o sussurar do ribeiro, o canto dos pássaros.
- Ah, seu eu tivesse uma flauta... - pensou ele.
Tirou o canivete do bolso, cortou uma cana e fez uma flauta.
Contente, levou-a à boca.
Tocava como um apito, que horror!
Voltou a experimentá-la. Tirou dela uns sons agudos, desengonçados.
Que tristeza!

Insistiu, tomou-lhe o jeito e ao fim da tarde já tocava uma música simples mas tão fresca, límpida, comunicativa que quebrava toda a solidão.
Quando nasceu a lua ainda o rapaz, entusiasmado, não parara de soprar na sua caninha verde. As ovelhas tinham fugido para longe. Os pássaros, nas ramarias, tinham-se calado para escutar.
E uma serpente, ondeante, de olhos de fogo, postara-se à sua frente, encantada com a melodia.
Ao vê-la, o rapaz começou a tremer dos pés à cabeça.
- Ai, que desgraça a minha! Desta é que não escapo... Vai-me matar...
Como o réptil parecia adorar a música, o jovem achou melhor continuar a tocar enquanto o bicho, fascinado, balançava o corpo brilhante e esguio.

Quando o céu se encheu de estrelas, o rapaz, exausto, pousou a flauta. Então a serpente, sem cerimónias, enfiou-se no cesto da merenda, enrolou-se, adormeceu. Ele deitou-lhe a tampa por cima e no monte dormiu também, à espera que as cabras voltassem.


sábado, 13 de junho de 2020

Uma poesia por dia: A minha mãe é maravilhosa!

A minha mãe é maravilhosa
Cuida de mim sem se estafar
À sua maneira é espantosa
Sempre preocupada para eu estudar

Sou feliz, sou criança,
Para ti não tenho segredos
Ter em ti confiança
Liberta-me de todos os medos

Estás no meu coração
E sempre no meu pensamento
Temos a mais bonita união
A única sem sofrimento

Gosto do teu olhar, mãe
De te ver sem parar
Mesmo longe estás comigo
Mas é perto de mim que te quero...

Íris Silva Correia, 3MAR

Dicas Estudo em Casa: Respeita os outros

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Vamos conhecer Luísa Ducla Soares


A proposta de hoje é conhecer um pouco mais sobre a escritora Luísa Ducla Soares, a nossa autora do mês. Para tal criámos um infográfico interativo. Para o explorar, basta premir em cima da citação e em cima de cada ícone. Também podem simplesmente premir o ícone que aparece no canto superior direito que mostra os elementos com interatividade e depois explorar.

Um poema por dia: Perdidamente de Florbela Espanca

Após ver e ouvir o vídeo com o poema " Perdidamente", pela Ala dos Namorados e Sara Tavares, responde ao quiz.



Modelo de Pesquisa em 6 etapas





Dicas Estudo em casa: Mantém as tuas informações seguras

Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil

O Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil celebra-se a 12 de Junho. Foi criado pela Organização Internacional do Trabalho - que faz parte da Organização das Nações Unidas – que instituiu a data em 2002. Esta efeméride tem como objectivos alertar a população para a realidade de muitas crianças, as quais são obrigadas a trabalhar no seu dia-a-dia quando a sua rotina deveria ser ir à escola, bem como agregar esforços num movimento global para a eliminação do trabalho infantil.
Trata-se de um estímulo para que todas as nações adoptem normas e acções sólidas de combate ao trabalho infantil como o desenvolvimento de políticas que protejam os direitos das crianças, inspecções regulares em locais de trabalho e a garantia do acesso das crianças a educação.
A UNICEF estima que existam 168 milhões de crianças vítimas de trabalho infantil com graves perigos à saúde das crianças. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, mais de 20 em cada 100 crianças entram no mercado de trabalho por volta dos 15 anos nos países pobres.
https://www.ordemenfermeiros.pt/arquivo-de-p%C3%A1ginas-antigas/dia-mundial-contra-o-trabalho-infantil/

Assim, neste dia lembramos os Direitos das Crianças.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Um poema por dia!: A Gripe das Vogais de João Manuel Ribeiro

A minha cidade

Inspirados pelo poema " A minha cidade" de Luísa Ducla Soares, os alunos do 5.º M produziram poesias sobre V. N. de Gaia, que foram agregados no mural digital que disponibilizamos.


A minha cidade
é uma floresta de cimento
que não baloiça ao vento.


A minha cidade
brilha de noite
com um sol caseiro
em cada candeeiro.

A minha cidade
tem motores a pulsar
e corações esquecidos de amar.

A minha cidade
tem voos de gaivotas, brancos,
mas todos sonham
com os voos das notas
a sair dos multibancos.

Luísa Ducla Soares, A cavalo no tempo, Porto Editora, 2015



Feito com Padlet

Fica também  código QR para o Padlet




quarta-feira, 10 de junho de 2020

Um poema por dia (RTP): Mudam-se os tempos, mudam as vontades

Como é Dia de Portugal, Camões e das Comunidades Portuguesas, a poesia de Camões não pode ser esquecida!

História do Dia de Portugal



  O 10 de Junho é estipulado como feriado, na sequência dos trabalhos legislativos após a  implantação da República a 5 de Outubro de 1910. No decorrer desses trabalhos legislativos, foi publicado um  decreto a 12 de Outubro, que definia os feriados nacionais.~
     O decreto que definia os feriados nacionais dava ainda a possibilidade dos municípios e concelhos escolherem um dia do ano que representasse as suas festas tradicionais e municipais. Lisboa escolheu para feriado municipal o 10 de Junho, em honra de Camões, uma vez que a data é apontada como sendo a da morte do poeta.
    O 10 de Junho começou  por ser apenas um feriado municipal para passar a ser particularmente exaltado com o Estado Novo. Foi a partir desse período que o dia de Camões passou a ser festejado a nível nacional.
    Até ao 25 de Abril, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do  Estádio Nacional do Jamor em 1944. A partir de 1978 este dia fica designado como Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas. 
   Neste dia o Presidente da República e altas individualidades do Estado participam em cerimónias de comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, que decorrem em cidades diferentes todos os anos. Anualmente são distinguidas novas individualidades pelo seu trabalho em nome da nação.

https://www.mundoportugues.pt/porque-e-que-o-dia-de-portugal-se-celebra-a-10-de-junho/

terça-feira, 9 de junho de 2020

Dia de Portugal

Para assinalar o Dia de Portugal, diverte-te respondendo a um vídeo quiz sobre Luís Vaz de Camões a partir de um vídeo da RTP2 (Zig Zag).

Sugestão de Leitura: Luísa- As histórias da minha vida


No ano em que assinala 50 anos de vida literária, Luísa Ducla Soares abre-nos a porta da sua intimidade ao recordar neste livro momentos da sua vida e da sua carreira que irão fazer as delícias de todos os seus leitores – crianças e não só!

Através de histórias, ilustrações e fotografias, ficamos a conhecer Luísa: a criança, a jovem, a mãe, a avó e a escritora. Não são, naturalmente, esquecidos os mais novos, inspiradores e destinatários de grande parte da sua obra.

Guião Interativo:O ponto

Em tempo de confinamento, a Biblioteca Escolar apoia os professores à distância, disponibilizando Guiões Interativos. Fica um exemplo.

História do Dia: Corona - O Vírus Viajante

Era uma vez um pequeno vírus que vivia na China, numa zona rural, da Cidade Wuhan, ele tinha um sonho. Queria viajar para conhecer outros vírus como ele ou parecidos, pois vivia só e triste.
Certo dia, no ano de 2019, cansado de viver sozinho, decidiu viajar em busca de amigos. Então apanhou a “boleia” de um morcego e foi até ao mercado da vila. Aí, esperou por um habitante simpático que o “transportou” para casa, passando-o para toda a família. Daí, o vírus passou de pessoa em pessoa, circulando por toda cidade de Wuhan, até chegar ao aeroporto. Mas, o que ninguém sabia é que, enquanto este vírus circulava de um lado para outro, ia deixando milhares de pessoas doentes.
No aeroporto, cruzou-se com um chinês que esperava um voo para a Itália, na Europa. Como era
pequenino e ninguém o via, aproveitou a oportunidade e agarrou-se às mãos do chinês, enquanto este
bebia um café, muito descansado, na cafeteria do aeroporto, aguardando a chamada para o seu voo.
Passados alguns minutos, ouve-se uma voz:
- Atenção, passageiros para o voo com destino a Itália devem dirigir-se à porta
de embarque.
O chinês pegou na sua pequena mala, dirigiu-se à porta de embarque, o que ele desconhecia era, que para trás, tinha deixado um rasto do vírus que levava consigo.
Chegado ao aeroporto de Roma, apanhou um táxi e foi para uma cidade muito chique e rica da Itália.
Sem que se apercebesse, ia deixando o vírus matreiro, em tudo quanto tocava. E assim o foi espalhando por toda a cidade e arredores. Passados alguns dias, os habitantes começaram a sentir-se mal, a ficar doentes.
Em pouco tempo, os hospitais ficaram cheios de pessoas com problemas respiratórios. Preocupados, e sabendo que, na cidade de Wuhan, havia muitos habitantes doentes com os mesmos sintomas, os médicos italianos, logo entraram em contato com os médicos chineses para tentarem descobrir como
tratar esta nova doença. Foram informados que se tratava de uma doença provocada por um vírus.
Em pouco tempo, os hospitais ficaram cheios de pessoas com problemas respiratórios. Preocupados, e sabendo que, na cidade de Wuhan, havia muitos habitantes doentes com os mesmos sintomas, os médicos italianos, logo entraram em contato com os médicos chineses para tentarem descobrir como
tratar esta nova doença. Foram informados que se tratava de uma doença provocada por um vírus.
De forma a descobrir de que vírus se tratava, os cientistas e investigadores, logo começaram a investigar. Descobriram que se tratava de um novo vírus, vindo um antigo - o vírus SARS- CoV. Então, para o identificarem melhor, deram-lhe o nome de Corona Vírus (SARS _CoV-2) ou Covid-19, visto este ter a forma de uma coroa (corona, em espanhol), e vir da antiga estirpe SARS- CoV, e ter surgido na China, em dezembro do ano de 2019.
Enquanto isso, o Corona chega a França e vai desfrutando da bela cidade de Paris, espalhando-se um
pouco por todo o país.
Passados alguns meses, após ter saído da China, o Corona Vírus já se tinha tornado um viajante veterano. Viajando pela Africa, Oceânia e América do Sul, norte e Centro, deixando milhões de pessoas doentes em todo o Mundo.
O pequeno e solitário vírus que apenas queria conhecer outros locais e fazer amigos, logo foi considerado uma pandemia mundial pela Organização Mundial de Saúde (OMS) – a organização reguladora da saúde e bem-estar de todos os habitantes do Mundo. Perante este anúncio, todos os países ficaram com medo do vírus viajante, e mandaram fechar alguns aeroportos e os aviões deixaram de “voar”.
De um dia para o outro, as pessoas veem as suas vidas e rotinas alteradas passando a ter novos hábitos de higiene: lavar as mãos com frequência, limpar tudo com álcool desinfetante, usar máscara no rosto e distanciar-se uns dos outros para não contraírem o vírus.
Mas, feliz da vida e sem saber do estrago que ia deixando com a sua passagem, o vírus viajante chegou a Portugal, em meados de março, onde todos o tratam por Corona ou Covid-19, um país pequeno plantado à beira-mar, mas muito bonito, no qual a população consciente do seu contágio, numa tentativa de travar a sua propagação, se recolheu em suas casas, fazendo o chamado Isolamento Social.
Mas, o Corona, apesar do esforço dos Portugueses, insistia em ficar neste belo país e desfrutar da paisagem nortenha, contagiando muitos habitantes de Ovar e do Porto, mas, também, um pouco por todo o país. Não tendo, outra alternativa, o governo português mandou fechar as escolas, as lojas, os shoppings, os restaurantes, as fábricas, as empresas, exceto os supermercados, as farmácias, as clínicas e os hospitais, tal como já tinham feito em Itália e França. Os alunos passaram a ter aulas em
casa, através de plataformas de ensino à distância, a maioria dos pais e mães ficaram a trabalhar em
casa e nos vidros das janelas começaram a aparecer desenhos de um arco-íris com a mensagem – Vai
ficar tudo Bem!
Sem saber e querer, Corona, o pequeno vírus viajante, apesar do seu perigoso contágio, trouxe benefícios para a Natureza e para o próprio ser humano.
Com o Mundo parado, a Natureza começou a recuperar dos malefícios provocados pelo ser humano, o céu ficou mais azul, a natalidade das aves aumentou, a vegetação cresceu mais verdejante e perfumada e o ar ficou mais puro. O ser humano uniu-se no combate ao vírus, tornando-se mais
solidário e generoso.
Entusiasmado com as suas viagens, o vírus viajante, está decidido em continuar a circular pelo Mundo fora, até ser combatido com a descoberta de uma vacina!
Mas, uma coisa é certa, juntos somos mais fortes! Todos vamos ficar bem!
Gonçalo Marques – 3º ano - Escola da Marinha

segunda-feira, 8 de junho de 2020

Dia Mundial dos Oceanos

Para assinalar o Dia Mundial dos Oceanos, este ano sob o lema “Inovação para um oceano sustentável” , criámos um infográfico interativo, com informações sobre os cinco oceanos e os seus problemas. Para explorar o infográfico, basta premir o título e em cima do ícone que se encontra em cada um dos oceanos. Também podem simplesmente premir o ícone que aparece no canto superior direito que mostra os elementos com interatividade e depois explorar.

Calcula a tua pegada ecológica

A Pegada Ecológica estima a procura da humanidade por bens ecológicos, respondendo a uma pergunta simples: quanto é exigido da natureza ou da capacidade regenerativa do planeta (ou de uma região) por parte de uma determinada atividade económica (ou de um conjunto de atividades)? Prime a imagem e calcula a tua Pegada Ecológica.


Dia Mundial dos Oceanos




O Dia Mundial dos Oceanos é celebrado anualmente a 8 de junho e pretende lembrar a importância dos oceanos na vida quotidiana de todos nós, enquanto "pulmões do planeta" e emissores de grande parte do oxigénio que respiramos.
Este dia é assinalado por muitos países, especialmente depois da Conferência sobre o Ambiente e Desenvolvimento, promovida pela ONU e que teve lugar no Rio de Janeiro em 1992.
Foi proclamado o Dia Mundial dos Oceanos através da Resolução 63/111 adotada na Assembleia Geral das Nações Unidas de 5 de dezembro de 2008.
O Tema de 2020 do Dia Mundial dos Oceanos é: "Inovação para um oceano sustentável."
https://eurocid.mne.gov.pt/eventos/dia-mundial-dos-oceanos

Desafio: Quadras populares



Num mês em que predominam os santos populares, o Museu de Marinha vai lançar a 2ª edição do desafio "Quadras Populares" dirigido ao público em geral.
Envie-nos a sua quadra. Tem que fazer alusão à Marinha. Deixe que o cheiro a verão, a sardinha e a maresia o inspire… e participe!
Como exemplo apresentamos a seguinte quadra:

Marinheiros são sentinelas
Dos mares de Sul a Norte!
Desde o tempo das caravelas
Aos barcos de grande porte!"


Autor: Fernando Mendonça
Vencedor do desafio de 2019


As quadras deverão ser enviadas por email para helena.almeida@marinha.pt até ao dia 29 de junho.
As 3 melhores quadras serão premiadas com 1 bilhete família para visitar o Museu de Marinha e a Fragata  D. Fernando II e Glória.
Todas as quadras recebidas serão expostas no Pavilhão das Galeotas.

O Marinheiro e as marinheiras: Salvadores dos oceanos

No Dia Mundial dos Oceanos, mais um fantástico trabalho sobe o mar da Carolina Marques, da Margarida Pinto, da Matilde Silva, do Pedro Reis, da Sofia Pereira e da Yara Gonçalves (3MAR)


sexta-feira, 5 de junho de 2020

Dia Mundial do Ambiente: Infográficos Interativos

Para assinalar o Dia Mundial do Ambiente, que este ano tem como tema "A Biodiversidade", criámos dois infográficos interativos, com hiperligações para alguns recursos (vídeo, páginas web, músicas, jogos...). Para explorar os infográficos, basta premir o título, os números e os círculos para abrirem as hiperligações. Também podem simplesmente premir o ícone que aparece no canto superior direito que mostra os elementos com interatividade e depois explorar. Uma outra forma de descobrir as ligações é passar o cursor em cima do infográfico.

Infográfico Interativo para o 1.º ciclo



Infográfico Interativo para o 2.º e 3.º ciclo

História do Dia: A aventura dos cinco amigos marinhos


Era uma vez um mar muito azul e límpido, onde viviam cinco amigos, o Cachalote, a Tartaruga, a Orca, o Golfinho e o Polvo.
Certo dia, os amigos estavam a brincar, alegremente, um pouco afastado de suas casas, quando descobriram que andava a flutuar algo estranho na água.
Resolveram investigar para ver o que era. Ficaram muito surpreendidos e tristes com que viram. Era tanto plástico, vidro, tampas de plásticos e metal que quase cobria o mar. Era um montão de lixo que estava a poluir o mar limpo e azul que eles sempre conheceram e no qual sempre viveram e se divertiram até hoje.
Desolados com este cenário, começaram a traçar um plano para descobrir soluções.
- O que acham se limpássemos o mar? - perguntou o Cachalote impaciente.
- Boa ideia! – exclamou o Polvo.
- Vamos lá, então! – respondeu com prontidão a Tartaruga.
- Que tal dividirmo-nos por tarefas? - sugeriu a Orca.
- Ok. Vamos por mãos à obra! Eu posso recolher as tampas de plástico com a minha boca. – disse logo o Golfinho.
- Eu não me importo de apanhar o metal. – declarou o Cachalote pronto para agir.
- Então, eu apanho os sacos plásticos com as minhas patas! – afirmou a Tartaruga já pegando o primeiro saco plástico.
- Eu como tenho muitos “braços” posso apanhar as garrafas de vidro. – respondeu o Polvo preparando os seus tentáculos para a tarefa.
Após definirem tudo, os cinco amigos decidiram chamar à sua missão: “Limpeza Marítima!”. Colocaram mãos à obra e passado algumas horas, a tartaruga disse:
- Já recolhi tantos sacos plásticos, que já me doem as patas! E ainda há tantos a flutuarem!
- O Homem é muito desrespeitador da Natureza! – afirmou a Orca indignada.
- Que malvadez! – Tanta poluição! – constatou o Golfinho zangado.
- Tanto vidro que já apanhei que até já tenho os meus “braços” a “arder”! – queixou-se o Polvo, mostrando os seus tentáculos todos vermelhos.
- Eu já estou todo cheio de arranhões! – respondeu o Cachalote, exibindo o seu corpo arranhado.
Mas mesmo cansados e com alguns ferimentos, não desistiram e continuaram a sua missão cheio de garra e determinação. Passados bastante tempo, a tartaruga exclamou:
- Está difícil! Ainda temos muito trabalho pela frente!
- Nós não podemos descansar! Temos que deixar o nosso mar limpo como dantes! – afirmou o Cachalote, decidido.

- Se o Homem tem locais próprios para colocar o lixo, porque está a poluir este mar? – perguntou a Orca triste e chateada.

- Tanto lixo! Ai, que já não sinto os meus “braços”! – queixou-se o Polvo, massajando os seus tentáculos.
- Acho que já engoli uma tampa de plástico! – declarou o Golfinho, engasgado.
Voltaram a recolher o que faltava e no fim da missão, feliz o Cachalote afirmou:
- A nossa limpeza foi um sucesso!
- Sim! E ainda bem que já terminamos! Tenho os meus tentáculos todos doridos e dormentes! – Exclamou o Polvo, todo dorido.
- Estou muito cansada! Mas feliz por ter conseguido acabar a minha tarefa! – declarou a Orca satisfeita.
- Missão concluída! Conseguimos! Estamos todos de parabéns! Somos uma equipa trabalhadora e unida! Somos o “Quinteto Fantástico”! – concluiu o Golfinho feliz e orgulhoso.
Felizes e satisfeitos com a missão cumprida, os cinco amigos abraçaram-se e regressaram, apressadamente, às suas casas, pois já estava muito tarde e os seus pais já deviam estar preocupados à sua procura. Já em casa, contaram aos seus pais a sua aventura e estes ficaram muito orgulhosos.


Limpeza Marítima foi a missão.
Do Quinteto Fantástico,
Acabar com a poluição.
Conseguiram mesmo com cansaço,
Graças à Tartaruga trabalhadora,
Ao Golfinho zangado mas orgulhoso,
À Orca indignada e chateada,
Ao Cachalote impaciente mas decidido,
E também ao Polvo, o queixoso.
Foi-se a poluição! Quinteto Fantástico, agora volta a diversão!
Amigos, amigos! Acabou-se a poluição!


A história de hoje é o produto final de um trabalho realizado pelos alunos David Campelo; Gonçalo Marques; Henrique Reis; Íris Correia; e Rafael Duarte (Quinteto fantástico-3MAR) sobre o tema “A influência na vida do mar”.


                                            




quinta-feira, 4 de junho de 2020

A Poluição no Mar

Mesmo em tempo de confinamento os nossos alunos fazem trabalhos de grupo fantásticos. Deixamos o vídeo com o resultado de um deles.


Trabalho realizado por: Tiago, Diego Jr, António, David T., e Santiago (3MAR).


Biodiversidade Animal

No Dia Mundial do Ambiente, partilhamos o trabalho desenvolvido pela turma do 5.ºI na disciplina de Educação Visual e Educação Tecnológica em articulação com Ciências Naturais, sobre a Biodiversidade Animal.

História do Dia: O Cuquedo e um amor que mete medo

Hoje temos mais uma história partilhada pelo Diego Caldas (3MAR) "O Cuquedo e um amor que mete medo" de Clara Cunha.


quarta-feira, 3 de junho de 2020

Meninos de todas as cores - Luísa Ducla Soares

Partilhamos as palavras escritas e um vídeo para refletir, de Luísa Ducla Soares.


Era uma vez um menino branco chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia:
É bom ser branco
porque é branco o açúcar, tão doce,
porque é branco o leite, tão saboroso,
porque é branca a neve, tão linda.
Mas certo dia o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos eram amarelos. Arranjou uma amiga chamada Flor de Lótus, que, como todos os meninos amarelos, dizia:
É bom ser amarelo
porque é amarelo o Sol
e amarelo o girassol
mais a areia da praia.
O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos. Fez-se amigo de um pequeno caçador chamado Lumumba que, como os outros meninos pretos, dizia:
É bom ser preto
como a noite
preto como as azeitonas
preto como as estradas que nos levam para
toda a parte.
O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos.
Escolheu para brincar aos índios um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia:
É bom ser vermelho
da cor das fogueiras
da cor das cerejas
e da cor do sangue bem encarnado.
O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos. Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado Ali-Babá, que dizia:
É bom ser castanho
como a terra do chão
os troncos das árvores
é tão bom ser castanho como um chocolate.
Quando o menino voltou à sua terra de meninos brancos, dizia:
É bom ser branco como o açúcar
amarelo como o Sol
preto como as estradas
vermelho como as fogueiras
castanho da cor do chocolate.
Enquanto, na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.

Luísa Ducla Soares
Conceição Dinis; Fátima Lima (org.)
Aventura das Letras
Porto, Porto Editora, 2003
https://contadoresdestorias.wordpress.com/2007/07/04/meninos-de-todas-as-cores-luisa-ducla-soares/


terça-feira, 2 de junho de 2020

História do dia: O freguês caloteiro

Mais um fantástico trabalho dos nossos alunos. O freguês caloteiro de Luísa Dacosta pela Yara e a sua família (3MAR).

segunda-feira, 1 de junho de 2020

E porque é Dia da Criança...

Autora do mês: Luísa Ducla Soares


Considerada uma das mais relevantes escritoras portuguesas na área da Literatura Infantil, Maria Luísa Bliebernicht Ducla Soares de Sottomayor Cardia, celebra este ano 50 anos de escrita, ao longo dos quais viu publicadas mais de 100 obras.

Dedicou-se desde cedo à literatura para a infância e juventude[...]Luísa Ducla Soares considera que o contacto directo com o público infantil é da maior importância para a promoção da leitura: «A escrita para crianças tem de ser, antes de mais, comunicação, e a recepção deles é essencial para que eu perceba se uma mensagem passa ou não.»

Na sua escrita alia o humor à fantasia e ao non-sense, sendo esta uma das marcas distintivas da obra da autora: a irreverência da narrativa, chamando a atenção do leitor para situações absurdas e comportamentos determinados pelo preconceito, desmontados através de jogos de palavras, contribui para a tomada de consciência, por parte dos jovens, de uma multiplicidade de possíveis interpretações do mundo em que vivemos.

https://www.livroshorizonte.pt/luisa-ducla-soares-celebra-50-anos-de-historias/

sexta-feira, 29 de maio de 2020

Histórias do Dia: "A carochinha"

Em tempos de confinamentos, surgem trabalhos fantásticos dos nossos alunos e família.
Partilhamos a versão de Luísa Dacosta de " A carochinha", um  trabalho do aluno Diego Caldas (3MAR) e família.






quinta-feira, 28 de maio de 2020

Diverte-te com os quizzes do Plano Nacional de Leitura!

Jogos, de várias tipologias ,que  abordam de uma forma lúdica questões lexicais, semânticas, sintáticas, ortográficas e até de pontuação, constituindo passatempos que testam o nosso nível de domínio da língua.
Prime a imagem e joga!


Livros e Quizzes PNL 2017

Em março, o PNL2027 iniciou a publicação semanal de desafios sobre livros e autores de obras PNL2027, no Instagram do PNL2027.
Estes desafios são publicados na Stories do Instagram e do Facebook do PNL2027 e podem posteriormente ser consultados nos destaques da página do desafio.

quarta-feira, 27 de maio de 2020

História do Dia: Joca e os bolos

O Joca, quando vai visitar a avó, vem de lá sempre de barriga cheia.
É que a avó do Joca é doceira e tem uma casa de chá. A bem dizer, a casa é de bolos, com chá para ensopar os bolos.
- Já provaste este bolinho de amêndoas? – pergunta a avó ao Joca. Mesmo que já tenha provado, o Joca volta a provar.
- Queres umas bolachinhas de manteiga? – pergunta a avó ao Joca. Não havia ele de querer… Mas a avó doce e terna não se esquece da filha, mãe do Joca, muito gulosa também. É de família.
- Vais levar para casa esta meia dúzia de nozes douradas, que acabei de fazer – diz a avó ao neto.
Ele não se incomoda com o peso, tanto mais que, a meio do caminho, a meia dúzia está reduzida a metade… Quem já comeu três nozes entre uma casa e outra não poderá ainda, à porta de casa, comer mais uma? Pois pode.
 - Trago-te uma noz dourada que mandou a avó – diz o Joca, um descarado.
- Só uma? – estranhou a mãe. – Não me digas que comeste as outras? Como fizeste isso?
- Fiz assim – e o Joca mete à boca a última noz do embrulho.
António Torrado, 100 histórias bem dispostas 4ª edição, Edições ASA, 2008 (excerto)

terça-feira, 26 de maio de 2020

Ainda a propósito do Dia de África...Nha Mininu

Partilhamos um projeto interessante, que visou a recolha de canções tradicionais infantis das várias regiões da Guiné-Bissau e a produção de um disco que pudesse ser, simultaneamente, um arquivo simbólico desta música e um objeto lúdico capaz de cativar crianças e adultos de todo o mundo. Premindo a imagem terás acesso à pagina do projeto e onde encontrarás, para além das canções, atividades sobre as mesmas.



segunda-feira, 25 de maio de 2020

Sebastião e Silva - Pedagogo e Matemático


Para assinalar o dia de hoje, o 8.ºD partilha convosco o trabalho desenvolvido no âmbito do projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular.

Sebastião e Silva

Mandala criada com a aplicação: https://www.staedtler.com/intl/en/mandala-creator/

Aquele que é considerado o maior matemático nascido na Península Ibérica em todos os tempos precisa de ser consagrado, não só em todo o mundo científico, mas principalmente em Portugal.”
Pedro Abellanas, Professor da Universidade de Madrid

Faz hoje 48 anos que faleceu José Sebastião e Silva, professor universitário, notável pedagogo, militante e investigador em matemática, nascido em Mértola, em 12 de dezembro de 1914, e falecido em Lisboa, em 25 de maio de 1972.
Além da importantíssima obra de investigação, Sebastião e Silva preocupou-se profundamente com o ensino da matemática, escrevendo livros que se tornaram bastante conhecidos: Compêndio de Matemática e Compêndio de Geometria Analítica, que primaram pelo rigor matemático, pela linguagem precisa e que constituíram um fator de modernização do ensino da Matemática. Para além duma renovação profunda nos currículos, foram introduzidas novas pedagogias e didáticas, tendo como principal objetivo fomentar o gosto pela investigação, quer no aprofundamento do conhecimento científico, quer no estudo da história do pensamento matemático.”

On this day, 48 years ago, José Sebastian e Silva passed away. He was a university professor, a notable pedagogue, a militant and a researcher in mathematics. He was born in Mértola, on December 12, 1914, and died in Lisbon, on May 25, 1972.
In addition to the very important research work, Sebastião e Silva was deeply concerned with the teaching of mathematics and writing books that became well known such as Compendium of Mathematics and Compendium of Analytical Geometry, which excelled in mathematical rigour and in precise language. These books were crucial to modernizing the teaching of mathematics. There was not only a deep renewal in the curricula, but new pedagogies and didactics were also introduced with the main goal of encouraging the interest in research (both in delving into scientific knowledge and in the study of the history of mathematical thinking).

História do Dia: O macaco e o cágado (Moçambique)



Tendo o cágado feito amizade com o macaco, disse este certo dia:
 – Amigo, quero que venhas almoçar a minha casa. O cágado, todo contente, respondeu:
 – Agradeço-te muito o convite. Amanhã lá estarei.
No dia seguinte, o cágado dirigiu-se a casa do amigo. Quando lá chegou, viu que o macaco e a macaca tinham matado um galo e cozinhado chima. O macaco pousou a comida na mesa e disse:
– Ora vamos lá comer a chima e este belo galo.
Ao ver isto, o cágado pensou para consigo: “Então… o meu amigo põe a comida na mesa, sabendo que eu não arranjo maneira de lá chegar?”. Ainda tentou subir, mas nada conseguiu: as pernas pequenas e a pesada carapaça não lho permitiam. E, sem se importarem com o amigo, o macaco e a companheira banquetearam-se com o galo e a chima.
Ofendido e com fome, o cágado decidiu regressar a casa, não sem antes convidar o macaco:
 – Agora, hão-de ir vocês a minha casa.
 – Lá estaremos na próxima semana – disse o macaco em tom jovial. E combinaram o dia.
Na semana seguinte, o macaco e a macaca atravessaram um campo e, saltando de árvore em árvore, chegaram à casa do amigo. Aí deram conta de que também o cágado tinha preparado um galo e feito chima – e lamberam os beiços.
O cágado deitou fora a água das panelas e disse para o amigo:
 – Não há água, mas podem lavar as mãos no poço. Tenham cuidado para não as porem no chão quando voltarem. Ao macaco e à macaca o conselho pareceu lógico. Foram ao poço, lavaram as mãos e começaram a caminhar só as patas de trás. Ora acontece que o cágado tinha queimado todo o capim em volta da casa e o chão estava coberto de cinza. Como o macaco e a macaca não aguentavam andar só nas patas traseiras, pousaram as mãos no chão, ficando com elas todas sujas. Tiveram de voltar ao poço para de novo as lavar. E fizeram isto tantas vezes que acabaram por desistir. Despediram-se então e foram para casa, amuados e com fome. Quanto ao cágado, deliciou-se com o galo. E, desde essa altura, não voltaram a ser amigos.

Dia de África

Em 1972, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 25 de maio como o Dia da África ou o Dia da Libertação da África.
Este dia recorda a luta pela independência do continente africano e simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre.
A data é celebrada em vários países de África e pelos africanos espalhados pelo mundo. Em países como o Gana, o Mali, a Namíbia, a Zâmbia e o Zimbábue, o Dia da África é um feriado.


A África apresenta 30.230.000 km² de extensão territorial, distribuídos por 53 países, sendo a Nigéria o mais populoso. O maior país de África é a Argélia, enquanto as ilhas Seychelles são o país mais pequeno. O ponto mais alto da África é o Kilimanjaro (5895 m). O Lago Assal em Djibouti é o mais baixo (155 m abaixo do nível do mar).
É o segundo continente com mais população do mundo e o continente ao qual pertence a grande parte da população desnutrida e onde se apresentam os maiores problemas sociais da atualidade.
Contudo, a África é dona de grande diversidade de culturas e das mais belas paisagens naturais.(https://www.calendarr.com/portugal/dia-da-africa/)

sábado, 23 de maio de 2020

Hoje assinalamos a data de nascimento de Sacadura Cabral, o aviador pioneiro

Oficial da armada e aviador, foi o piloto na viagem de travessia do Atlântico Sul, com Gago Coutinho. Desapareceu no mar do norte quando voava um hidroavião da Holanda para Portugal.
Sacadura Cabral nasceu em 23 de maio de 1881 e ficou conhecido por ter feito dupla com Gago Coutinho na viagem de travessia do Atlântico Sul em 1924.
Os dois oficiais da marinha conheceram-se nas ex-colónias africanas onde Sacadura serviu durante a primeira Guerra Mundial.
Foi ainda um dos primeiros instrutores da Escola Militar de Aviação, diretor dos serviços de Aeronáutica Naval e comandante de esquadrilha na Base Naval de Lisboa.
Após a travessia Gago Coutinho e Sacadura Cabral foram aclamados em Portugal e no Brasil.
Desapareceu no mar do norte quando realizava o transporte de um avião Fokker para Lisboa. O corpo nunca foi encontrado e do aparelho foi recolhido apenas um flutuador.


sexta-feira, 22 de maio de 2020

Dia do Autor Português: Luísa Ducla Soares, Cristina Completo e Daniel Completo

Ainda, a propósito do Dia do Autor Português, deixamos mais três autores de diferentes áreas artísticas:

A Literatura com Luísa Ducla Soares e o Jantar dos animais


As ilustrações de Cristina Completo



O poema musicado por Daniel Completo

A poesia é...

Desafiamos-te a apresentar uma definição de poesia. Mas, afinal, o que é poesia? Definir poesia não é fácil, por isso deixamos aqui uma pequena ajuda com "a roda decide". Faz a roda girar três vezes, clicando nela. Depois é só escrever um parágrafo que defina a "poesia", iniciando por "A poesia é...". Nessa definição deverão ser utilizadas as três palavras que a roda forneceu. 

Dia do autor português: António Gedeão, Manuel Freire e Francisco Simões

Nesta data pretende-se homenagear os autores portugueses nas diferentes áreas artísticas: literatura, música, fotografia, cinema, pintura, escultura... Vamos ao longo do dia lembrar alguns dos nossos autores!

Começamos por António Gedeão e Manuel Freire e a Pedra Filosofal. E a pretexto de... deixamos a escultura  de Francisco Simões que retrata António Gedeão como um alquimista medieval e ao mesmo tempo da posteridade, e que pode ser vista no Parque dos Poetas em Oeiras.


A Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,

como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.