Ouve a história e faz o desafio!
sábado, 15 de janeiro de 2022
sexta-feira, 14 de janeiro de 2022
Lewis Carroll e Alice no País das Maravilhas
Para assinalar a data da morte de Lewis Carroll, recuperamos o desafio sobre uma das suas obras mais conhecidas " Alice no País das Maravilhas".
quinta-feira, 13 de janeiro de 2022
Iniciação à Leitura: Livros Digitais
O PNL2027 e o EDULOG criaram três livros digitais escritos apenas com palavras compostas por conjuntos de grafemas-fonemas, correspondentes aos progressos nas primeiras etapas de aprendizagem da leitura, permitindo às crianças do 1.º ano de escolaridade ler autonomamente estas histórias e desenvolver a motivação para ler mais e melhor.
Cada história, escrita por Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada e ilustrada por Nuno Feijão, diz respeito a um patamar de leitura, de acordo com as associações som(s)-letra(s) que as crianças vão sendo capazes de fazer. Visitar aqui.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2022
Sugestão de Leitura
Todos nascemos com uma joia no nosso interior. É o nosso ser, o nosso verdadeiro eu, a nossa essência, o mais valioso que temos. Mas, à medida que vamos crescendo, o mundo incentiva-nos a olhar para fora e não para dentro, para as nossas necessidades, emoções e sentimentos. E é assim que nos vamos desligando de nós próprios.
Podemos passar a vida inteira à procura daquilo que um dia tivemos e perdemos. Podemos empreender o caminho da consciência, do crescimento pessoal, em que a motivação será encontrar respostas dentro de nós, mais do que procurá-las lá fora. Se cuidarmos da nossa essência e a cultivarmos, poderemos recuperar o nosso valor e autoestima perdidos e, perante as reviravoltas e as quedas que a vida nos apresente, nunca mais estaremos sozinhos, porque nos teremos, finalmente, a nós próprios. Fonte
terça-feira, 11 de janeiro de 2022
Dia Internacional do Obrigado
segunda-feira, 10 de janeiro de 2022
sábado, 8 de janeiro de 2022
sexta-feira, 7 de janeiro de 2022
D. Pedro e D. Inês
D. Inês de Castro foi morta a 7 de janeiro de 1355. Quem foi D. Inês?
Pedro e Inês viveram uma das mais belas e trágicas histórias de amor em Portugal.
Pedro era filho do rei Afonso IV. Como sucedia com a maioria dos príncipes herdeiros, a sua esposa não era escolhida pelo próprio mas sim pelos conselheiros do monarca, de acordo com os interesses do Reino. Para esposa de Dom Pedro é escolhida D. Constança, pertencente à nobreza de Castela.
Quando D. Constança acompanhada das suas aias chega a Portugal, uma dama se destaca entre todas elas pela sua beleza: a galega Inês de Castro. D. Pedro imediatamente se apaixona, esperando secretamente que fosse ela a sua futura mulher. Infelizmente, tal não sucede e Dom Pedro tem de casar com D. Constança por quem não nutria especial afeição.
Inês também se apaixona por Dom Pedro mal o vê e, a partir daquele momento, um grande amor surge entre ambos. Fonte
quinta-feira, 6 de janeiro de 2022
quarta-feira, 5 de janeiro de 2022
O Quarto Rei Mago
Deserto adentro viajam os magos… montados nos seus
camelos através da escuridão da noite.
— Vejam, estamos a ser guiados por aquela estrela! —
exclamou o primeiro.
— Guiados ao encontro de um rei — concordou o
segundo.
— O Rei do Céu e da Terra — acrescentou o terceiro.
Havia um outro homem que viajava com eles.
— Quem me dera ser tão sábio como os meus
companheiros — disse para si próprio. — Ter-me-ia inteirado melhor sobre a
razão da nossa viagem antes de termos partido.
— A minha prenda está escondida no alforge — murmurou
o primeiro.
— A minha vem atada ao cinto — respondeu o segundo.
— E eu trago a minha cosida entre as pregas da túnica
— acrescentou o terceiro.
O quarto homem olhou para eles com tristeza.
— Ainda não encontrei uma prenda digna daquele rei —
lamentou-se. — Continuo à procura.
— A minha prenda é ouro, porque o rei é poderoso —
declarou o primeiro.
— A minha é incenso, porque as orações do rei
chegarão a Deus que está no Céu — anunciou o segundo.
— E a minha é mirra, porque o rei será muito famoso
em vida mas sê-lo-á ainda mais após a morte — declarou o terceiro.
O quarto homem baixou os olhos.
— Eu nem sequer sei que prenda lhe hei-de dar —
suspirou.
Os quatro homens continuaram o caminho pela noite
fora, prosseguindo uma viagem que iria prolongar-se por muitos dias e muitas
noites.
Por fim, a estrela que os conduzia ficou imóvel no
céu nocturno, pairando sobre uma humilde habitação.
— Que lugar tão estranho para um rei — admirou-se o
primeiro homem.
— A estrela mostra claramente que estamos no sítio
certo — respondeu o segundo.
— Vamos então entrar e oferecer as nossas prendas —
disse o terceiro.
O quarto homem ficou à espera do lado de fora.
— Posso ir buscar água para os camelos — disse para
si próprio — já que não encontrei uma prenda digna do rei que está lá dentro.
Deslocou-se até ao poço e encheu um cântaro com água.
Como era muito pesado, pousou-o no chão por um instante.
Foi então que descobriu uma coisa maravilhosa, e
inclinou-se sobre o cântaro para a ver melhor.
— A estrela — disse ele. — A estrela que está no céu,
está também no meu cântaro velho e gasto.
Ficou a olhar para ela maravilhado, durante um
momento, e a seguir soltou uma sonora gargalhada.
— É isto que vou levar ao rei — disse — a luz do Céu
reflectida na água do meu cântaro.
Milagrosamente, a estrela continuou a brilhar no
cântaro, fazendo sorrir o Rei-Menino.
Lois Rock (org.)
Contos e Lendas da tradição cristã
Lisboa, Editorial Verbo, 2006
terça-feira, 4 de janeiro de 2022
Dia Mundial do Braille
O que é o Braille?
É um sistema baseado em 6 pontos em alto relevo, dispostos em duas colunas de 3 pontos cada que, combinados entre si, resultam em 64 combinações /símbolos e permitem responder às diversas necessidades de representações escritas, como o alfabeto, a matemática ou a música. Estes seis pontos são designados por Célula Braille e estão numerados de acordo com a posição em que se encontram. Assim, temos: na coluna da esquerda, de cima para baixo, os pontos 1, 2 e 3; na coluna da direita, também de cima para baixo, os pontos 4, 5 e 6.
O Braille é uma língua?
Não falamos Braille; portanto o Braille não é uma língua. Trata-se de um código que pode ser aplicado às diferentes línguas, permitindo às pessoas com deficiência visual ler e escrever num determinado idioma.
Deste modo, temos - por exemplo - o código Braille aplicado à língua portuguesa. Fonte
segunda-feira, 3 de janeiro de 2022
domingo, 2 de janeiro de 2022
Sugestão
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
Ano Novo
Ficção de que começa alguma coisa!
Nada começa: tudo continua.
Na fluida e incerta essência misteriosa
Da vida, flui em sombra a água nua.
Curvas do rio escondem só o movimento.
O mesmo rio flui onde se vê.
Começar só começa em pensamento
Fernando Pessoa
quinta-feira, 30 de dezembro de 2021
quarta-feira, 29 de dezembro de 2021
terça-feira, 28 de dezembro de 2021
segunda-feira, 27 de dezembro de 2021
sexta-feira, 24 de dezembro de 2021
quinta-feira, 23 de dezembro de 2021
quarta-feira, 22 de dezembro de 2021
Viagem ao Ártico e à Antártida
terça-feira, 21 de dezembro de 2021
Dia das Palavras Cruzadas
Foi a 21 de dezembro de 1913 que as palavras cruzadas surgiram no jornal “New York World”, um jogo onde dicas e número de letras são usados para formar palavras. Aproveitando-se então o dia 21 de dezembro ocorre a celebração anual deste estimulante exercício.
O inglês Arthur Wynne, nascido em Liverpool, migrou para os Estados Unidos e criou o primeiro exercício moderno deste jogo para secção de entretenimento publicada aos domingos pelo jornal que trabalhava. A sua criação baseou-se em um semelhante jogo rústico fabricado na antiga Pompeia.
Segundo o “Guinness Book of World Records”, o primeiro caderno com uma coleção de palavras cruzadas, retiradas do “New York World”, foi publicado nos Estados Unidos em 1924 por Dick Simon e Lincoln Schuster.
Passado mais de um século do seu surgimento, pode-se dizer que este se tornou num desafio mental adorado por milhões de pessoas espalhadas pelo mundo, com benefícios para o cérebro. As palavras cruzadas permitem estimular a mente e afastar causas de senilidade, assim como alargar o vocabulário, a interpretação e a comunicação. Fonte
segunda-feira, 20 de dezembro de 2021
Dia Internacional da Solidariedade Humana
O Dia Internacional da Solidariedade Humana é celebrado anualmente a 20 de dezembro.
A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas em 2005, por ocasião da celebração da primeira década das Nações Unidas para a Erradicação da Pobreza (1997-2006).
A celebração do Dia Internacional da Solidariedade Humana tem como objetivo destacar a importância da ação colectiva para superar os problemas globais e alcançar os objetivos mundiais de desenvolvimento, de forma a construir um mundo melhor e mais seguro para todos.
A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, por exemplo, conta com 17 objetivos divididos em metas para melhorar parâmetros a nível mundial, reforçar a solidariedade global dos participantes, engajamento para mobilização de recursos, estratégias para promover a paz e melhorar a vida das pessoas em situação vulnerável.
domingo, 19 de dezembro de 2021
sábado, 18 de dezembro de 2021
Dia da Língua Árabe
O Dia da Língua Árabe das Nações Unidas é celebrado anualmente a 18 de dezembro.A data foi estabelecida pela UNESCO em 2010 com dois objetivos: "celebrar o multilinguismo e a diversidade cultural, e promover o uso igualitário das seis línguas oficiais dentro da organização"
Foi escolhido o dia 18 para a celebração uma vez que a Assembleia Geral aprovou o Árabe como língua oficial da ONU a 18 de dezembro de 1973.
Com mais de 400 milhões de falantes (nativos e não-nativos), o Árabe é uma das línguas mais faladas do mundo. É o idioma oficial de 26 países, no Médio Oriente, Sudoeste Asiático e Norte de África, sendo apenas ultrapassado pelo Inglês e pelo Francês. Falada em 58 países, esta língua que se lê da direita para a esquerda e que surgiu no século VI só é ultrapassada pelo Inglês em difusão pelo mundo.
Ela teve uma grande influência sobre as pessoas espalhadas por todo o mundo, com a maioria dos países no mundo a usar oficialmente o sistema numérico árabe. Devido às inúmeras guerras travadas, especialmente na Idade Média, a língua Árabe é uma importante fonte de vocabulário para muitos idiomas europeus (Português, Espanhol, Inglês, Francês) e não europeus.
O Árabe é ainda a língua litúrgica do Islamismo, na qual o Corão foi escrito. Fonte
sexta-feira, 17 de dezembro de 2021
O Pinheiro Descontente
No meio da floresta, vivia um pinheirinho
muito envergonhado. Queixava-se ele de que tinha umas folhas insignificantes,
tão magras e aguçadas, que as outras árvores, por troça, diziam:
– Tu não tens
folhas. Tens agulhas, em vez de folhas.
Isso custava-lhe
muito. Magoava-o. Entristecia-o.
A fada Flora, para
alegrar o pinheirinho, vestiu-o, uma vez, de oiro e de prata.
Estava lindo.
Sentiu-se outro. Perdeu as mágoas.
Mas um ladrão, que
se tinha escondido na floresta, ao ver tal fortuna em ouro e prata, roubou-lhe
as folhas todas.
Ficou o
pinheirinho num grande desespero. O tronco e os ramos tiritavam, despidos de
folhas.
Então, a fada
Flora voltou a condoer-se do pinheiro triste e nu. Fez uma nova mágica e o
pinheirinho, no dia seguinte, acordou coberto de agulhas de vidro tilintante.
Assim, sim! Nada
podia acontecer-lhe de mal, porque o vidro não atrai cobiça.
Só não contava com
o vento, que veio a correr, para admirar de perto tal maravilha. Desastrado
como ele é sempre, abanou a pequenina árvore tanto que as folhas de vidro
bateram umas nas outras. Caíram no chão e partiram-se.
Lamentou-se o
pinheirinho:
– Afinal, mais me
valiam as minhas antigas folhas verdes e agudas.
A fada Flora,
cheia de paciência, tornou a dar-lhe o fato antigo de árvore verdadeira. Talvez
ela já tivesse calculado que assim voltaria a acontecer. Talvez ela tivesse
feito tudo de propósito...
Fosse como fosse,
o pinheirinho estava, finalmente, feliz.
De longe em longe,
muito de longe em longe, não disfarça um curto suspiro de saudade:
– Que bem que eu
ficava, vestido de ouro e prata. E que bonito, todo coberto de vidro.
Mas é um
pensamento de raspão e passa-lhe depressa.
No entanto, a
lenda conta que alguém, adivinhando os pensamentos do pinheirinho, resolveu
enfeitá-lo com lindas bolas de vidro de todas as cores e fios de prata e de
ouro a fingir.
Assim nasceu o pinheiro de Natal.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2021
quarta-feira, 15 de dezembro de 2021
Dia Internacional do Chá
terça-feira, 14 de dezembro de 2021
Exposição/Concurso de Símbolos Natalícios
segunda-feira, 13 de dezembro de 2021
Dia do Violino
Comemorada 12 dias antes do Natal, a data insere-se nas festividades natalícias, onde o instrumento tem um papel relevante.
O violino é um instrumento de grande alcance muito versátil que pode ser tocado em diferentes géneros musicais, desde o jazz ao clássico ou do rock à folk.
Apesar de ter apenas 4 cordas, o violino é considerado um dos melhores instrumentos para tocar, mas também um dos mais difíceis, requisitando fortes músculos nos braços e um ouvido apurado.
História do violino
Acredita-se que a origem do violino remonta ao século IX, entre a Europa e a Ásia, com os cavaleiros turcos e mongóis a tocarem um instrumento de duas cordas com arcos de crina de cavalo.
Os violinos com as características atuais surgiram na Itália no século XVI, com algumas modificações no século XVIII.
Andrea Amati construiu o violino mais antigo com as características atuais de que há registo, em 1555. Entre os discípulos de Amati estiveram Antonio Stradivarius e Andrea Guarneri que se tornaram nos criadores dos melhores violinos do mundo. Cada um com as suas características, a discussão entre qual é o melhor violino do mundo não tem uma conclusão consensual.
Os violinos construídos por Stradivarius são dos mais procurados por colecionadores e músicos. Existindo ainda cerca de 650 violinos, os leilões destes violinos atingem valores astronómicos. FONTE
Partilhamos uma curiosidade sobre um destes violinos.
domingo, 12 de dezembro de 2021
sábado, 11 de dezembro de 2021
Dia Internacional do Tango
O Dia Internacional do Tango é celebrado anualmente no dia 11 de dezembro.
Este dia foi criado em homenagem a dois dos seus maiores criadores, nascidos nesta data: Carlos Gardel, cantor, e Julio de Caro, compositor.
Acredita-se que este tipo de música e estilo de dança teve origem africana mas foi na Argentina que o tango se tornou popular e é neste país que se regista o maior número de praticantes de tango.
A dança do tango tem uma coreografia complexa. A sua forma musical é binária e o seu compasso é de dois por quatro. Acordeão, contrabaixo, piano, violão e violino são alguns instrumentos típicos deste estilo musical.
Ástor Piazzolla, Carlos Gardel, Alfredo Le Pera, Hugo del Carril, Aníbal Troilo e Enrique Santos Discépolo são alguns artistas essenciais do tango.
Como são precisos dois para dançar o tango, neste dia mundial do tango sugere-se encontrar uma companhia e dar uns pezinhos de dança. Fonte
sexta-feira, 10 de dezembro de 2021
Apontamentos da história: Dia Internacional dos Direitos Humanos
quinta-feira, 9 de dezembro de 2021
Divulgação
Contos Contados Com Som -Teatro Electroacústico
No próximo dia 13 de dezembro, pelas 10h30, será transmitido em direto para todas as escolas do 1º ciclo uma atividade que consistirá numa viagem musical através das palavras de Esopo, La Fontaine, Manuel António Pina, António Torrado, entre outros autores bem conhecidos das nossas escolas.
A partir de poemas e histórias que abordam questões como a fantasia, o medo, a confiança, a amizade, a lealdade, o respeito pelo próximo, tentar-se-á despertar a escuta, promover a leitura, o “saber ler” pela audição da palavra dita, o “saber ouvir” pelo som e desenvolver a imaginação e a atenção.
Programa:
O pássaro da cabeça
música: Joana Sá | poema de Manuel António Pina
O Leão e o Rato
música: Miguel Azguime | texto de Esopo e La Fontaine
Nuno e os Monstros
música de Isabel Soveral | história de Ágata Mandillo
Uma Mesa é uma Mesa. Será?
música de José Luís Ferreira | história de Isabel Martins
A Velha e o Ladrão
música de Sérgio Pelágio | história de António Torrado
Duração do programa ± 45’
Para assistir:
https://www.youtube.com/c/DGEstEMinisteriodaEducacao
Ficha técnica e artística
Paula Azguime: conceção
Miguel Azguime: direção artística
Ana Baptista: narradora
Miguel Azguime: narrador
Paula Azguime: difusão sonora
Ágata Mandillo: seleção, adaptação das histórias
Miso Studio: técnica e informática musical
Um projeto da Miso Music Portugal www.misomusic.me
quarta-feira, 8 de dezembro de 2021
Uma Ceia Inesperada
Numa noite gelada de Dezembro, dois pobres cães vadios procuravam abrigo debaixo de uma grande árvore de Natal erguida no meio de uma praça, com uma vistosa iluminação que podia ser observada até do céu. Debaixo dos ramos da árvore e próximo do calor das lâmpadas fortes, eles conseguiam ter algum conforto, protegendo-se da chuva e do frio intenso.
Disse um dos cães para o companheiro:
— Há quanto tempo andas nesta vida?
— Desde o Verão passado. Os meus donos foram de férias e, como acharam que dava muito trabalho arranjar quem tomasse conta de mim, abandonaram-me. Foi assim que me tornei vadio, embora seja um cão de raça.
— Quer então dizer que é o primeiro Natal que passas na rua?
— Sim, é o primeiro. E tu?
— Para mim já é o terceiro. Eu não sou um cão de raça, sou um rafeiro, e tinha uma dona que gostava muito de mim. Eu era a sua única companhia. Um dia ela adoeceu e acabou por morrer.
— E o que foi que te aconteceu?
— Os filhos da minha dona não quiseram ficar com este encargo e puseram-me na rua. Já por cá ando há algum tempo, remexendo nos contentores, bebendo água das poças e das sarjetas e fugindo das camionetas da Câmara que trazem homens com redes para nos apanharem.
— Pois olha que eu ainda não me habituei a esta vida e nem sei se alguma vez me habituarei. Ainda estou muito zangado com os meus donos por me terem feito o que fizeram. Pareciam gostar muito de mim, gabavam-se muito da minha beleza e da minha raça, mas acabaram por me abandonar, dizendo aos filhos que alguém me roubou quando eu passeava sem trela.
— Já ouvi contar muitas histórias como a tua, e olha que cada vez há mais. As pessoas são egoístas e quando nos põem em casa não pensam nas responsabilidades que têm para connosco.
— Mas parece que com os gatos isso não acontece, e repara que eu não gosto nada de gatos.
— Estás enganado. Também há muitos gatos abandonados e há alturas em que nos podíamos entender, já que os nossos problemas são os mesmos quando se trata de abandono.
— Então e qual é o teu desejo para esta noite de Natal?
— Para dizer a verdade, o que eu desejava é que estas lâmpadas se transformassem em ossos saborosos e numa refeição quente. Se isso acontecesse, eu até era capaz de acreditar que há um céu para os cães.
Mal ele acabou de pronunciar estas palavras, caíram sobre eles vários ossos e duas latas de comida apetitosa. Ambos se refastelaram com a abundância e com a qualidade da refeição que iria marcar para sempre a memória que ambos guardariam daquela noite de Natal.
Certamente haverá quem diga que nunca as lâmpadas coloridas de uma árvore de rua se poderiam transformar em comida para cães abandonados. Mas também é verdade que os cães não costumam falar, e os desta história, para que nos lembremos sempre da solidão dos que são condenados a tornar-se vadios, falaram durante um bom bocado. Vale esta história para que não esqueçamos os que não têm tecto, neste ou nos próximos Natais.
José Jorge Letria
A Árvore das Histórias de Natal
Porto, Ambar, 2006
adaptação FONTE
terça-feira, 7 de dezembro de 2021
segunda-feira, 6 de dezembro de 2021
domingo, 5 de dezembro de 2021
sábado, 4 de dezembro de 2021
sexta-feira, 3 de dezembro de 2021
Para refletir: Dia Internacional das pessoas com deficiência
Ian é a curta-metragem de animação que conta a história de um rapaz com paralisia cerebral. Nenhum aluno brincava com ele, mas Ian não desistiu até mostrar que, apesar da cadeira de rodas, não era diferente de todas as crianças. Todas gostam de brincar e todas já se sentiram, em algum momento, tristes e sozinhas. Vale a pena ver o filme.
Desafios Bué Seguro
Conhece os desafios Bué Seguro 2021-22. Este ano são três as propostas:
1º desafio: Tira de Banda desenhada, 22/11/2021 a 31/12/2021
2º desafio: Animação, 3/02/2022 a 5/04/2022
3º desafio: Vídeo, 9/04/2022 a 31/05/2022
Os trabalhos a desenvolver, em cada desafio, devem enquadrar-se numa das áreas do projeto Bué Seguro: colaboração, comunicação, proteção e privacidade em ambientes digitais, os media, suportes de dados digitais e segurança nos equipamentos, redes e artefactos.
Individual ou em equipa até cinco alunos/as podem concorrer alunos desde a Educação Pré-Escolar, ensino básico, até ao secundário e ensino profissional. Consulta o regulamento aqui.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2021
Apontamentos da História
O trauma do terramoto
Eram 09:40, do dia 01 de novembro de 1755. Vi que a minha casa estava a tremer. Comecei a sentir medo e, então, fui à janela ver o que se passava. Vi milhares e milhares de pessoas a correr e saí para a rua. Vi casas a desmoronar e a arderem. Comecei a correr junto com as outras pessoas, pois não sabia o que fazer e estava com medo. Depois de um tempo a correr parei e perguntei a uma senhora o que estava a acontecer, ela disse-me que era um terramoto, um dos maiores terramotos!
Então logo entrei em desespero, mas a senhora acalmou-me e disse-me para procurar um abrigo onde pudesse esperar tudo aquilo passar. Pensei em ir para o porto como muitas pessoas fizeram. Mas ainda bem que não o fiz, pois, um maremoto atingiu aquela área fazendo com que mais de 10 mil pessoas morressem.
Decidi ir para a praça. Conforme fui andando em direção à praça vi vários corpos de pessoas que morreram soterradas ou vítimas dos incêndios, vi, também, igrejas e edifícios, entre eles a casa da ópera e o palácio real completamente destruídos. Finalmente cheguei à praça e lá fiquei durante uns dias. Algum tempo depois, vieram homens socorrer as vítimas que sobreviveram ao terramoto: “enterrar os mortos e cuidar dos vivos e castigar os que roubaram” dizia ele.
Logo depois o Marquês de Pombal preocupou-se em reconstruir a cidade de Lisboa. Então falou com três técnicos especializados e juntos fizeram vários testes de como construir uma cidade segura. O Marquês de Pombal construía maquetes e testava-as. Por fim, algum tempo depois acharam o projeto ideal. O “sistema de gaiola” que permitia uma maior resistência a terramotos. As casas foram todas construídas com este sistema. Também foram construídas ruas largas e perpendiculares umas as outras, com passeios e esgotos; edifícios da mesma altura com fachadas iguais e reconstrução do terreiro do paço, que se transformou numa praça ampla e aberta ao rio.
O Marquês de pombal acompanhou as obras de reconstrução e, por isso, este novo centro da cidade ficou conhecido por lisboa pombalina.
Emilly Faustino, 6ºG
