domingo, 12 de março de 2023

Raúl Brandão

 



"Nenhum de nós sabe o que existe e o que não existe. Vivemos de palavras. Vamos até à cova com palavras. Submetemo-nos, subjugamo-nos. Pesam toneladas, têm a espessura de montanhas, São as palavras que nos contém, são as palavras que nos conduzem. Mas há momentos em que cada um redobra de proporções, há momentos em que a vida se me afigura iluminada por outra claridade. Há momentos em que cada um grita: – Eu não vivi! eu não vivi! eu não vivi! – Há momentos em que deparamos com outra figura maior, que nos mete medo. A vida é só isto? Por mais que queira não posso desfazer-me de imbecilidades. Tenho de aturar ao mesmo tempo esta ideia e este gesto ridículo. Tenho de ser grotesco ao lado da vida e da morte. Mesmo quando estou só o meu riso é idiota. E estou só e a noite. Por trás daquela parede fica o céu infinito. Para não morrer de espanto, para poder com isto, para não ficar só e doido, é que inventei a insignificância, as palavras, a honra e o dever, a consciência e o inferno.
E ainda o que nos vale são as palavras, para termos a que nos agarrar." 




sábado, 11 de março de 2023

Apontamentos da História: O terramoto de 1755


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Estava eu, na manhã de 1 de novembro de 1755 (dia de todos os santos) e a terra começou a tremer durante vários minutos, derrubou vários edifícios e espalhou destroços por todo o lado.
Muita gente correu para a baixa de Lisboa, mas infelizmente uma onda gigante atingiu o local matando muitas e muitas pessoas… Além da onda gigante e do terramoto, por causa das velas acesas nas igrejas, houve imensos incêndios.
Como eu sou da nobreza, estava no meu palácio que, felizmente, era muito resistente. Após umas horas depois do terramoto, o Marquês de Pombal disse de imediato para socorrerem os vivos e enterrarem os
mortos, ordenou aos guardas que ficassem de vigilância nos locais mais importantes, prevenindo que alguém se aproveitasse da desgraça da cidade. Como ela estava toda destruída, retirou o lixo e entulhos das ruas de Lisboa. Além disto, resolveu criar um plano de reconstrução dacidade com a ajuda de Eugénio dos Santos, Manuel da Maia e Carlos Madel.
Leonor Rafael, 6.ºB

sexta-feira, 10 de março de 2023

Apontamentos da História: O Terramoto de 1755

Pixabay


Hoje, dia 1 de novembro de 1755, tive o dia mais caótico da minha vida. Estava a dar a missa normalmente quando de repente senti o chão a tremer.
Todas as pessoas estavam preocupadas pois nunca tinha acontecido nada assim. Então eu disse-lhes:
-Acalmem-se e não tenham medo, pois será pior!
Não adiantou de nada porque alguns segundos depois começaram a cair pedaços da estrutura do teto. Então aí foi o caos total. Quando eu achava que nada podia piorar, deparo-me com um tsunami enorme quando estava a sair da igreja.
Imediatamente, pensei em fugir para o ponto mais alto da cidade. Enquanto estava a fugir vi várias pessoas mortas e feridas, mas também pessoas preocupadas e sem saber o que fazer.
Disse-lhes para me seguirem, mas nem todas conseguiram-me ouvir devido à confusão. Durante o caminho também encontrei outros membros do clero e pedi-lhes para me ajudarem a reunir o máximo de pessoas possível. Até chegarmos ao ponto mais alto da cidade acabaram por morrer algumas pessoas, mas grande parte, apesar de estar ferida, conseguiu sobreviver.

Leonor Ferreira, 6.º D

quinta-feira, 9 de março de 2023

Apontamentos da História: Terramoto de 1755

      pixabay

No dia 1 de novembro de 1755, como é habitual em todas as manhãs do fim de semana, fui com a minha família dar um passeio pela zona da baixa de Lisboa.

O dia estava diferente, cinzento e agitado. O mar parecia perturbado. Eram cerca das 9:40h da manhã quando as pessoas começaram a sentir o chão a tremer, eu comecei a ficar com medo ao ouvir os gritos das pessoas a pedir socorro.

Lembro-me de me virar e olhar em frente e ver uma onda gigante em direção a mim, aí senti que o terror tinha começado. Um forte tsunami tinha acabado de destruir milhares de casas e matar milhares de pessoas.

Lisboa nunca mais será a mesma! Eu tinha acabado de ficar sem nada e as pessoas gritavam e gritavam. Na minha cabeça não saía a voz de uma senhora já com os seus 80 anos aos gritos a pedir socorro, enquanto dizia que tinha perdido tudo aquilo que lutou durante a vida, e que já tinha perdido o marido, que era pescador e estava como todos os manhãs no mar a pescar.

Era de facto um cenário de terror, tristeza e medo.

Nesse dia, já quando a cidade estava completamente destruída e as pessoas sem os seus bens, lembro-me de pensar: “E agora para onde é que estas pessoas vão?”.

O dia 1 de novembro de 1755 vai ser sempre um dia com uma memória triste.

Lara 6.º B


domingo, 5 de março de 2023

Apontamentos da História: O Terramoto de 1755



                                                                                           Imagem de gtaranu por Pixabay


O dia 1 de novembro de 1755 vai ficar para sempre marcado na minha memória como o pior dia da minha vida.
Nesse dia, fiz a minha rotina diária como todos os outros dias e ao meio da manhã foi quando, juntamente com a minha mulher, sentimos um enorme tremor de terra.
Largamos tudo o que estávamos a fazer e, de mãos dadas, corremos porta fora até ao exterior, onde vimos a confusão instalada nas ruas. Pessoas corriam, atropelavam outras e choravam que nem crianças e, ainda, chocado com toda aquela situação, senti o puxão da minha mulher que me levava para longe da nossa casa que, como se fosse feita de um monte de areia, se desfazia, ficando somente destroços no chão.
- O que vamos fazer agora?- perguntou a Lucinda, ao mesmo tempo que ouvíamos as pessoas a dizer que um tsunami estava prestes a abater-se sobre Lisboa.
- Vamos para bem longe. - respondi eu já a correr na direção do sítio mais alto da cidade, sabendo que pelo menos ali, estaríamos a salvo.

Lucas, 6.º D

sábado, 4 de março de 2023

Apontamentos da História: Terramoto de 1755

Imagem de Jensen Art Co por Pixabay 

O Terramoto e o Tsunami

Dia 1 de novembro, acordo e penso: "Mês novo, conquistas novas".
Levanto-me para beber água e digo para mim mesma "Vamos lá começar o dia!", de repente sinto tudo a tremer e desespero. As coisas começam a cair e eu cada vez mais desesperada.
Acalmo-me e corro para o andar de cima, coloco-me debaixo de uma mesa e só ouço pessoas a gritar: "Socorro", "Ajuda".
Entretanto, para de tremer, mas quando olho lá para fora assusto-me e grito "Uma onda, isto é uma onda!".
Fico traumatizada e começo a correr de um lado para o outro, quando de repente a casa abana fortemente.
Logo de seguida apercebo-me de que o chão está inundado e fico nervosa ao ver que o meu guarda-roupa está a pingar. Encho-me de coragem e decido sair.
A cidade está destruída, o caos está instalado. Nunca imaginei ver mortos a céu aberto, há feridos por todo o lado.
É o pânico total!

Catarina, n.º 5, 6.º D

sexta-feira, 3 de março de 2023

Dia Internacional da Vida Selvagem

O Dia Internacional da Vida Selvagem celebra-se a 3 de março.
O objetivo deste dia criado em 2013 pela ONU é celebrar a fauna e a flora do planeta, assim como alertar para os perigos do tráfico de espécies selvagens animais.
Foi escolhido o dia 3 de março para esta efeméride já que foi neste dia, em 1973, que se verificou a CITES - Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção.  
De acordo com a ONU, o tráfico de animais e a caça valem até 213 mil milhões de dólares por ano.
Este dia tenta relembrar o contributo das plantas e dos animais selvagens para o desenvolvimento sustentável e para o bem-estar em geral da humanidade, além dos perigos diários que a vida selvagem corre em diversas frentes. 

Para assinalar este dia, ouve a história de Elmer um elefante diferente.

            

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Maior Sismo em Portugal do Século XX

http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=06598.136.23301#!16 


Na madrugada do dia 28 de fevereiro de 1969, ocorre o maior sismo havido em Portugal no século XX.

Atingiu principalmente o sul de Portugal Continental e a região de Lisboa, embora tenha também sido sentido na região norte.

Este sismo teve epicentro no Oceano Atlântico, a sudoeste do Cabo de São Vicente (36.01º N, 10.57º W), com magnitude avaliada em 7,5 da Escala de Richter, sendo interpretado como resultado da compressão existente a sudoeste da Península Ibérica entre as placas Africana e Euroasiática.

A população entrou em pânico: inúmeras casas ficaram destruídas, pedras seculares de ameias de castelos tombaram no solo, houve quebras no fornecimento de eletricidade e as linhas telefónicas que conseguiram sobreviver intactas a este desastre ficaram tão sobrecarregadas que dificilmente se conseguia contatar os familiares.

O sismo provocou 13 vítimas mortais em Portugal.  Fonte


http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=06598.136.23301#!16 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Maratonas de Cartas

Em janeiro, as turma da Escola Básica de Valadares participaram na atividade "Maratona de Cartas" da Amnistia Internacional, dinamizada pela Biblioteca Escolar em articulação com as disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento, Educação Moral e Religiosa Católica e Tecnologias da Informação e Comunicação. Ao participar nesta atividade, os alunos mostraram-se interessados e empenhados em exercer o seu direito de cidadania. 

                    
                                                              






domingo, 26 de fevereiro de 2023

Augusto Gil

 




A 26 de fevereiro de 1929, morre, na Guarda, Augusto César Ferreira Gil, advogado e poeta neoromântico nacionalista que viveu quase toda a sua vida na cidade da Guarda, colaborando e dirigindo jornais republicanos. Havia nascido em Lordelo do Ouro, Porto, a 31 de julho de 1873.

Publicou em 1913 um livro de crónicas (Gente de Palmo e Meio) e os seguintes livros de poesia: Musa Cérula (1894), Versos (1898), Luar de Janeiro (1909), O Canto da Cigarra (1910), Sombra de Fumo (1915), O Craveiro da Janela (1920), Avena Rústica (1927) e Rosas desta Manhã (1930).

A maioria dos antigos alunos da Instrução Primária sabia de cor o seu poema que a seguir partilhamos...


BALADA DA NEVE

Batem leve, levemente,

como quem chama por mim.

Será chuva? Será gente?

Gente não é, certamente

e a chuva não bate assim.


É talvez a ventania:

mas há pouco, há poucochinho,

nem uma agulha bulia

na quieta melancolia

dos pinheiros do caminho...


Quem bate, assim, levemente,

com tão estranha leveza,

que mal se ouve, mal se sente?

Não é chuva, nem é gente,

nem é vento com certeza.


Fui ver. A neve caía

do azul cinzento do céu,

branca e leve, branca e fria...

- Há quanto tempo a não via!

E que saudades, Deus meu!


Olho-a através da vidraça.

Pôs tudo da cor do linho.

Passa gente e, quando passa,

os passos imprime e traça

na brancura do caminho...


Fico olhando esses sinais

da pobre gente que avança,

e noto, por entre os mais,

os traços miniaturais

duns pezitos de criança...


E descalcinhos, doridos...

a neve deixa inda vê-los,

primeiro, bem definidos,

depois, em sulcos compridos,

porque não podia erguê-los!...


Que quem já é pecador

sofra tormentos, enfim!

Mas as crianças, Senhor,

porque lhes dais tanta dor?!...

Porque padecem assim?!...


E uma infinita tristeza,

uma funda turbação

entra em mim, fica em mim presa.

Cai neve na Natureza

- e cai no meu coração.

                                    Augusto Gil


             

sábado, 25 de fevereiro de 2023

Abolição da escravatura nos territórios sob administração portuguesa

                             François-Auguste Biard


A escravatura é um dos atos mais cruéis praticados pelos seres humanos, baseado numa prática social que permite a posse e comercialização de determinados indivíduos por outros.
Ao longo da história da humanidade, a escravatura foi uma prática utilizada com frequência, especialmente pelos povos conquistadores que detinham a propriedade dos povos subjugados.
Embora oficialmente a escravatura já tenha sido abolida em todo o mundo, em pleno século XXI ainda podemos encontrar  casos que podem ser catalogados de escravidão, como a utilização de mão-de-obra oriunda principalmente de países de leste que trabalha em condições sub-humanas em explorações agrícolas.

Ainda recentemente, a comunicação social portuguesa referenciou um grupo de portugueses que trabalhava, em Espanha, em condições sub-humanas, bem próximas da escravatura.
Porém, quando se fala de escravatura, o nosso imaginário remete-nos, de imediato, para aqueles seres humanos oriundos de África, levados à força, sobretudo para o continente americano, como mão-de-obra para laborar nas Roças.

Infelizmente, Portugal, como o fizeram outros países colonizadores, foi esclavagista, conduzindo, através do mar, em condições sub-humanas milhares de indivíduos como se de mera mercadoria se tratasse. Só os mais aptos fisicamente conseguiam sobreviver às péssimas condições em que eram colocados nos porões dos navios.
Embora Portugal tenha sido o primeiro país do mundo a declarar oficialmente o fim da escravatura, a mesma continuou a subsistir nas colónias, por vezes de forma encapuçada, o que levou o governo português, a 25 de fevereiro de 1869, a decretar a abolição de todas as formas de escravatura nos territórios sob administração portuguesa.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Sugestão de Leitura

 


Este livro é o mais conhecido do escritor e ilustrador norte-americano Shel Silverstein. O clássico, escrito em 1964, comoveu gerações com a história de uma árvore e um menino. Com poucas palavras, Silverstein fala da relação entre o homem e a natureza, onde uma árvore oferece tudo a um menino, que a deixa de lado ao crescer, ao mesmo tempo que se torna num homem egoísta. Mas para agradar ao menino que ama, a generosidade desta árvore não tem fim - ainda que isto signifique a sua própria destruição.
Duas fortes qualidades aliam-se neste livro. O facto de abordar questões fundamentais como o tempo, a morte, a vida, a relação amorosa e de amizade, tudo o que nos posiciona face aos outros e a nós próprios, assim como a aposta ao nível estético, na sobriedade narrativa e ilustrativa, com o traço simples e preciso de Silverstein.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2023

Boas notícias! Yasaman Aryani foi Libertada.

 

Hoje trazemos-lhe BOAS NOTÍCIAS!

Em 2019, esta ativista iraniana e a sua mãe, foram injustamente condenadas a 16 anos de prisão apenas por realizar manifestações pacíficas contra as leis abusivas e discriminatórias do uso forçado do véu no Irão – uma dessas ações, foi a distribuição de rosas brancas no metro de Teerão, no dia da mulher.

O caso de Yasaman Aryani reuniu, só em Portugal, mais de 50.000 assinaturas, que foram enviadas à Embaixada do Irão em Lisboa.

No passado dia 15 de Fevereiro, Yasaman Aryani e a sua mãe, saíram em liberdade!

O empenho e envolvimento dos nossos alunos contribuiu para fazer a diferença na defesa dos direitos humanos e para um Mundo melhor!

Fonte


terça-feira, 21 de fevereiro de 2023

Uma Máscara


 

Dia Internacional da Língua Materna



O Dia Internacional da Língua Materna é celebrado anualmente a 21 de fevereiro e visa promover, preservar e proteger todas as línguas faladas pelos povos em todo o mundo.
Estima-se que existam mais de 7000 línguas em todo o globo. No entanto, metade destas corre o risco de vir a desaparecer.
O Dia Internacional da Língua Moderna foi proclamado pela UNESCO em 1999, sendo comemorado em todos os seus países membros, com o objetivo de proteger e salvaguardar as línguas faladas em todo o planeta.
A escolha do dia 21 de fevereiro para comemorar o Dia Internacional da Língua Materna serve para lembrar a população mundial da tragédia que ocorreu em fevereiro de 1952, na cidade de Daca, no Bangladesh. Vários estudantes foram mortos pela polícia enquanto protestavam pelo reconhecimento da sua língua - o bengalês - como um dos dois idiomas oficiais do então Paquistão. Fonte


Aqui podes encontrar a ligação a uma sopa de letras sobre este dia.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023

Gago Coutinho

 


Carlos Viegas Gago Coutinho, oficial da Marinha portuguesa, cartógrafo, geógrafo, historiador e navegador é natural de São Brás de Alportel, tendo o seu nascimento sido registado em Lisboa, a 17 de fevereiro de 1869.

Foi um dos pioneiros da aviação, ao realizar, em 1922, juntamente com o aviador Sacadura Cabral, a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, no hidroavião Lusitânia.

Oriundo de famílias de fracos recursos financeiras, não pode frequentar o curso de Engenharia na Alemanha como ambicionava, acabando por ingressar, aos 17 anos, na Marinha Portuguesa, tendo obtido o curso da Escola Naval em 1888.

Participa em operações militares na Baía de Tungue (Cabo Delgado, Moçambique) em 1891 e em Timor em 1912.

De 1898 a 1916, cartografa, com grande precisão, Timor, Niassa, Congo, Zambézia, Barotze (na atual Zâmbia) e São Tomé e Príncipe, tendo delimitado, de forma definitiva, a parte norte da fronteira entre Angola e Zaire.

Enquanto procedia a estes trabalhos de geografo, ATRAVESSA A PÉ A ÁFRICA, tendo conhecido Sacadura Cabral com quem haveria de realizar a primeira travessia aérea do Atlântico Sul.

A ele se deve o desenvolvimento do SEXTANTE DE HORIZONTE ARTIFICIAL e, em conjunto com Sacadura Cabral, a invenção de um CORRETOR DE RUMOS, para compensar o desvio causado pelo vento. Estes instrumentos de navegação revelam-se muitos úteis para a travessia aérea entre Lisboa e o Funchal, realizada por ambos em 1921.

Dois anos antes, a 11 de março, tinha sido feito Comendador da Ordem Militar de Avis, sendo elevado a Grande-Oficial da mesma Ordem a 19 de Outubro de 1920.

A 7 de setembro de 1922, comemorava-se o primeiro centenário da Declaração de Independência do Brasil do Império Português.

Para celebrar este acontecimento, Gago Coutinho e Sacadura Cabral decidem encetar a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, entre Lisboa e o Rio de Janeiro.

São entusiasticamente recebidos no Recife, em Salvador, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na sua viagem de regresso a Portugal, são considerados heróis nacionais.

Gago Coutinho, para além de ter sido condecorado com as mais altas e prestigiosas distinções do Estado Português, é, ainda, promovido a contra-almirante.

Em 1954, a TAP, companhia aérea de Portugal, convida-o para um voo experimental ao Rio de Janeiro num DC-4, antecipando a futura linha regular que seria estabelecida em 1961.

A partir de 1925, dedica-se à investigação científica, estando vários dos seus trabalhos compilados na Náutica dos Descobrimentos.

Em 1958, é promovido a Almirante, por decisão da Assembleia Nacional.

Falece a 18 de fevereiro de 1959, estando sepultado no Cemitério da Ajuda, em Lisboa. Fonte


quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Eugénio de Andrade

 A 19 de janeiro de 1923, nasce, na Póvoa de Atalaia (Fundão), o poeta português Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas.

Devido à separação dos pais, muda-se para Lisboa, onde frequenta o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro.

Em 1936, escreve os seus primeiros poemas e, em 1940, publica, ainda com o seu nome verdadeiro, a sua primeira obra: Narciso.

Em 1943, muda-se para Coimbra. Nesta cidade, convive com Miguel Torga e Eduardo Lourenço que o incentivam a continuar a escrever.

Em 1947, inicia uma carreira de 35 anos como funcionário público, desempenhando funções de Inspetor Administrativo do Ministério da Saúde. Em 1959, no âmbito da sua carreira, muda-se para a cidade do Porto, onde viveria as restantes décadas da sua vida.

Em paralelo com a sua vida profissional, que certamente lhe ocuparia muitas horas, consegue escrever inúmeras obras poéticas e alguma prosa, convivendo, simultaneamente, com personalidades do mundo da cultura, embora sempre se retraindo a aparecer em grandes eventos sociais.

Como reconhecimento pela sua notável obra poética, traduzida para diversas línguas, foram-lhe atribuídos inúmeros prémios literários, tanto em Portugal como no estrangeiro, tendo ainda sido agraciado, pelo governo português, com o grau de Grande Oficial da Ordem de Santiago da Espada e a Grã-Cruz da Ordem de Mérito. Fonte

            

terça-feira, 17 de janeiro de 2023

Miguel Torga


Miguel Torga (1907-1995) foi um escritor português, um dos mais importantes poetas do século XX. Destacou-se também como contista, ensaísta, romancista e dramaturgo, deixando mais de 50 obras publicadas.

Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, nasceu em São Martinho de Anta,  no dia 12 de agosto de 1907. De família humilde, com 10 anos foi para a cidade do Porto trabalhar na casa de familiares. Foi porteiro, moço de recados, regava o jardim, limpava a escadaria...

Em 1918 foi mandado para o seminário de Lamego, onde estudou Português, Geografia e História, Latim e os textos sagrados. Depois de um ano decidiu que não queria ser padre.

Em 1920, com 13 anos, Miguel Torga viajou para o Brasil para trabalhar na fazenda de café, de um tio, em Minas Gerais. Foi matriculado no Ginásio, em Leopoldina.

Em 1925, com 18 anos, regressou a Portugal acompanhado do tio, que percebendo a inteligência do sobrinho se prontificou a custear os seus estudos em Coimbra. Em 1928 matricula-se na Faculdade de Medicina. Em 1933, depois de formado, começou a exercer a profissão na sua terra natal.

Ainda estudante de medicina, Miguel Torga Iniciou sua vida literária e publicou seus primeiros livros de poemas: Ansiedade (1928), Rampa (1930), Tributo (1931)  e Abismo (1932).

Em 1934, publicou A Terceira Voz, quando passou a usar o pseudônimo que o imortalizou. As criticas ao regime franquista espanhol contidas no livro O Quarto Dias, levaram-no à prisão em 1940

A sua obra reflete as apreensões, esperanças e angústias de seu tempo, traduz a sua rebeldia contra as injustiças e a sua revolta diante dos abusos do poder.

Miguel Torga escreveu uma vasta obra, em poesia, prosa, romance e teatro. Teve os seus livros traduzidos para diversas línguas. Foi por várias vezes candidato ao Prêmio Nobel de Literatura.

Miguel Torga recebeu vários prêmios, entre eles: prémio do Diário de Notícias (1969), prémio Internacional de Poesia de Knokke-Heist (1976), prémio Montaigne da Fundação Alemã F.V.S. (1981), prémio Camões (1989), prmio Personalidade do Ano (1991), premio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992), prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993)

Miguel Torga faleceu em Coimbra, Portugal no dia 17 de janeiro de 1995.




segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Sugestão de Leitura



"Maria é uma menina que não gosta de se abrigar da chuva. A caminho da escola vê um sem-abrigo a dormir no passeio. Logo ali inicia uma série de perguntas à mãe sobre o porquê daquele homem não ter uma casa. Como a mãe não lhe consegue dar respostas que a satisfaçam, a pequena Maria resolve desenhar casas e entregá-las a todos os sem-abrigo que encontra; e eles agradecem de um modo muito especial." Fonte



domingo, 8 de janeiro de 2023

Sugestão de Leitura: Greve de Catarina Sobral


GREVE é o livro de estreia da ilustradora Catarina Sobral e também o primeiro título de uma autora portuguesa na colecção Orfeu Mini. Um dia, os pontos decretaram greve. Os pontos? Quais pontos? TODOS os pontos! Primeiro, foi a escrita foi a colapsar… Nas escolas, nos museus, nas fábricas, nos hospitais, ninguém se entendia. O ponto de fuga desapareceu. E o ponto verde. E o ponto de encontro. Tudo e todos chegavam atrasados. E era impossível fazer o ponto da situação. Até que… Fonte

terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Sugestão de leitura para o Dia Internacional da Solidariedade Humana

 


O conto da Fada Flora fala de solidariedade, uma relação de entreajuda e companheirismo. Partilhando ideias e responsabilidades, as fadas e todos os animais da Floresta Encantada vão descobrir que é possível alcançar objetivos verdadeiramente surpreendentes! Fonte



segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Nascimento de Alexandre O'Neil

A 19 de dezembro de 1924, nasce, em Lisboa, o poeta e publicitário português Alexandre O'Neill.

Descendente de irlandeses, foi um dos fundadores do movimento surrealista português.

Como, infelizmente, poucos poetas conseguem sobreviver apenas através da escrita, Alexandre O'Neill colocou a sua expressividade poética ao serviço da publicidade. É da sua autoria o conhecido tema publicitário «Há mar e mar, há ir e voltar». Fonte



segunda-feira, 5 de dezembro de 2022

Sugestão de Leitura



"Após o sucesso dos outros livros, Andy Lee pede aos seus leitores de todo o mundo para não abrirem este livro…nem no Natal!
Fica a dúvida do que irá acontecer desta vez. Contraria o pedido do autor, abre o livro e vem descobrir o que nos traz este novo título. Mais um livro com um final surpreendente, que não vai deixar ninguém desiludido." Fonte

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Este ano o calendário do advento tem muitas adivinhas para descobrir todos os dias... Encontras as soluções em 2022!


quarta-feira, 30 de novembro de 2022

Dia da Segurança do Computador


O Dia da Segurança do Computador celebra-se anualmente a 30 de novembro, foi criado em 1988 nos Estados Unidos com o objetivo de combater os riscos de insegurança dos dados pessoais na utilização de um computador.

Esta data  tenta alertar para os perigos que um computador não protegido corre. Tanto na escola como em casa, é importante tomar medidas de proteção da informação que temos num computador.

 Sugestões para este dia:

- mudar as senhas dos Sites mais importantes. As senhas devem ser mudadas de 6 em 6 meses para maior segurança;

-  atualizar o teu navegador de internet, o  antivírus e o sistema operativo. 

- realizar uma cópia de segurança dos dados contidos no computador e fazer compras compras apenas em sites com protocolo "https" (com a imagem de uma cadeado), onde a informação é encriptada.

Fonte


segunda-feira, 28 de novembro de 2022

Concurso Autores Digitais

O Centro de Competências TIC (CCTIC) da Escola Superior de Educação de Santarém lança mais uma edição do concurso Autores Digitais, que tem como público-alvo crianças da educação pré-escolar e alunos dos 1.º e 2.º ciclos do ensino básico (CEB), bem como os docentes que os acompanham, em articulação com as bibliotecas escolares dos respetivos agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas. 

Com esta iniciativa, os participantes são desafiados a criar uma história original que aborde um dos temas da Educação para a Cidadania, a ilustrá-la e a publicá-la, usando o recurso educativo digital online Storyjumper. 

São admitidas a concurso todas as histórias que  abordem qualquer uma das áreas temáticas de educação para a cidadania, sendo avaliadas, à posteriori, por um júri multidisciplinar, que identificará as melhores desta edição. Aos três primeiros lugares de cada categoria (pré-escolar, 1.º e 2.º CEB) serão atribuídos prémios às respetivas escolas. 

Inscrições até  22/12/2022 em: https://forms.gle/uHCY3iekhCGDUX9SA 

Inscrições na formação (ACD, esta inscrição é opcional) | 7 dez em: https://forms.gle/q9XGrrjQ4sRY17kF8 

Mais informações sobre o concurso em: https://cctic.ese.ipsantarem.pt/cctic/autores-digitais-regulamento/ 


quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Centenário de José Saramago

No dia em que se assinala o centenário de José Saramago, partilhamos um recurso disponível no #Estudo em Casa.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa

O Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa comemora-se anualmente a 15 de novembro.O objetivo deste dia é promover a Língua Gestual Portuguesa e garantir o respeito dos direitos das pessoas surdas.

A língua gestual é a forma de comunicação utilizada pelas pessoas surdas e por todos aqueles que comunicam com pessoas surdas. É produzida a partir dos movimentos das mãos, do corpo e por expressões faciais, sendo a sua receção visual. Esta língua possui um vocabulário especial e uma gramática própria.

A Língua Gestual Portuguesa (LGP) foi reconhecida enquanto língua da comunidade surda portuguesa pela Constituição da República em 1997, a 15 de novembro, data em que se assinala o Dia Nacional da Língua Gestual Portuguesa. A Comissão para o reconhecimento e proteção da Língua Gestual Portuguesa e defesa dos direitos das pessoas surdas foi criada também a 15 de novembro. Fonte


domingo, 13 de novembro de 2022

Desafio

Hoje é o dia Internacional do Trava-Línguas, celebrado anualmente no segundo domingo de novembro. O objetivo é melhorar a enunciação, impressionar os amigos e divertir-se ao mesmo tempo.

Trava-línguas é um conjunto de palavras que forma uma frase de complexa articulação devido à existência de sons que exigem movimentos repetitivos e pouco comuns à língua.

Desafia a tua família a dizer o seguinte trava-línguas:

Num prato de trigo tragam três tigres. Três tigres tragam trigo num prato dum trago. Tragam o trigo aos três tigres que eles tragam o trigo no prato. Tragam o trigo aos três tigres que eles tragam o trigo no prato dum trago.

quarta-feira, 9 de novembro de 2022

Cecília Meireles

No dia em que assinalamos a morte de Cecília Meireles, partilhamos um dos seus poemas e um recurso sobre o mesmo.


A Bailarina

Esta menina

tão pequenina

quer ser bailarina.


Não conhece nem dó nem ré

mas sabe ficar na ponta do pé.


Não conhece nem mi nem fá

mas inclina o corpo para cá e para lá.


Não conhece nem lá nem si,

mas fecha os olhos e sorri.


Roda, roda, roda com os bracinhos no ar

e não fica tonta bem sai do lugar.


Põe no cabelo uma estrela e um véu

e diz que caiu do céu.


Esta menina

tão pequenina

quer ser bailarina.


Mas depois esquece todas as danças,

e também quer dormir como as outras crianças.


Cecília Meireles, Ou Isto, ou Aquilo


 

terça-feira, 8 de novembro de 2022

A amizade da folhinha e do pirilampo

A folhinha quando acordou, olhou para todos os lados e começou a chorar.

Entretanto, o pirilampo despertou com aquela berraria toda.

- O que tens?! – perguntou o pirilampo admirado.

A folhinha respondeu, enquanto chorava:

- Eu estou com medo. Nunca estive no chão, é tão diferente! Tão agitado!

Quando eu estava lá bem no alto, tudo era calmo, aconchegante, e na primavera ficava tudo tão bonito!

- Aqui em baixo também é tudo muito bonito, devias ver o lago à noite, fica uma maravilha, depois temos de ir lá! – disse o pirilampo, conseguindo que a folhinha sorrisse.

Chegou a noite, e foi quando a luzinha do pirilampo se voltou a ver novamente.

A folhinha curiosa, perguntou:

- Como é que a tua luz só brilha à noite?

O pirilampo respondeu:

- A minha luz está sempre ligada, mas como o Sol ilumina tudo, esta pequena luz que tu vês, não se vê. Quando a noite chega, somos nós que iluminamos a noite.

A folhinha enquanto esvoaçava às costas do seu amigo, reparou na beleza do lago. Ela nunca tinha visto coisa mais bonita iluminado pela luz do luar!

Finalmente a folhinha apercebeu-se que a beleza do céu, não se comparava à lindeza da Terra.

Mas a folhinha continuava triste. Então o pirilampo perguntou-lhe:

- O que tens?! Estás no lago, não há sítio mais bonito!

- Eu tenho saudades da minha mãe! – disse a pequena folhinha triste.

- Eu já perdi os meus pais, esse é o meu maior medo, perder as pessoas que eu mais gosto. -disse o pirilampo triste.

- Não fiques triste! - pediu a folhinha. – Tu és um herói para mim!

Maria Leonor, 4JUN1

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Cinanima vai às Escolas


 “CINANIMA vai às Escolas” é um programa da 46ª Edição do Festival, cujo objetivo é levar a todos os alunos de Portugal e PALOP, programas de cinema de animação de autor com qualidade artística de produção, maioritariamente, europeia.

Melhorar a literacia fílmica das crianças e jovens faz parte da missão do CINANIMA e passa, entre outros, pela curadoria de programas de filmes a exibir nas escolas, realizada pela equipa do Serviço Educativo.

Oferece, gratuitamente, três programas de filmes de curta-metragem, cada um adequado ao respetivo nível de ensino (Pré e 1º ciclo, 2º e 3º ciclo e Secundário), permitindo assim o visionamento gratuito de mais de meia centena de filmes. Fonte