A Semana da Leitura "É a festa! Os atletas exibem as suas especialidades com fluidez e é um gosto observar. Mas para que pareça simples e fluido, muitas horas de treino suportam essa aparente facilidade, muitos momentos de desânimo surgiram durante o processo, muita resiliência foi necessário convocar.
Também para a leitura o treino e a resiliência são indispensáveis: só lendo muito e muitos textos de diferentes tipos, de diferentes extensões, de diferentes autores com diferentes propósitos, em suportes diversificados é possível adquirir a desejada aparente facilidade." Fonte
Assim, ao longo desta semana e da próxima, iremos diariamente, partilhar os momentos da nossa festa da leitura!
Para a abertura, os alunos prepararam um Flashmob tendo por mote "Os Direitos Inalienáveis do Leitor".
A Biblioteca Escolar foi um dos locais onde os nossos alunos conheceram melhor os seus amigos espanhóis, que nos visitaram no âmbito do projeto Erasmus.
Para acabar bem o dia, mães e filhos partilharam leituras ternurentas e conversaram sobre as mesmas.
"Espero do leitor que abra um livro de poesia como se abre uma caixa de fósforos: fazendo a cada poema o que se faz quando se risca um fósforo, para que ele se acenda e o seu fogo ilumine ou incendeie quem o lê.
E é isso que eu, colocando-me na posição de leitor, espero de um poema: a capacidade de revelar nas palavras e nas imagens a música, a interrogação, a inquietação, mas também a percepção daquilo a que chamei “o mistério da beleza”.
É isso que procuro quando escrevo, tentando captar na convergência dos ventos os sinais de que a poesia continua a abrir horizontes surpreendentes num permanente convite à viagem para dentro e para fora de nós."
Nuno Júdice
Para enriquecer o nosso dia, partilhamos poesias ditas pelos alunos da turma B do quinto ano.
Num dia frio e gelado de inverno, nós estávamos a fazer uma grande bola de neve, até que
de repente, se abriu um enorme buraco, vindo do céu nevoso. De lá saiu uma máquina,
parecia de outro mundo!
Entramos e vimos, um milhão de alavancas e botões. Um deles chamou-nos à atenção. O botão de cor azul-marinho cintilava nos nossos olhos. Então, apertei-o. Primeiro pensamos que não ia
funcionar, mas depois olhamos para todos os lados e a porta daquela geringonça estranha,
abriu-se. De repente percebemos que estávamos num barco agitado, onde se encontrava Bartolomeu Dias, juntamente com os seus marinheiros. Ninguém reparou em nós, éramos invisíveis.
Passado algum tempo, passamos por um Cabo enorme que parecia um monstro. Bartolomeu e os marinheiros estavam em pânico. Vimos muitos homens a caírem ao mar. Ficamos assustadíssimas!
Saímos da geringonça, os marinheiros ficaram imóveis, pareciam estátuas! Chegamos ao pé do capitão e sussurramos-lhe ao ouvido que vínhamos do futuro, que o monstro não existia e também lhe ensinamos a técnica para atravessarem o Cabo das Tormentas.
Voltamos para a máquina e esperamos um pouco. Os marinheiros seguiram as ordens do
capitão e conseguiram atravessar o Cabo.
Por fim, fizeram uma grande festa e o capitão Bartolomeu Dias gritou, enquanto nos dizia
adeus:
- Obrigado!!! Bravo marinheiros, conseguimos atravessar o Cabo da Boa Esperança!!!!!
- Viva o capitão!!! Viva o nosso rei D. João II !!
E assim acabou a nossa aventura espetacular!!!!!
Texto elaborado pela Leonor e Maria Antonieta, 4JUN1
Não era normal! Os três amigos de Andi tinham pais famosos.
O pai de Alexandre era cirurgião. Um daqueles médicos a quem as pessoas ricas e importantes recorrem para tirar o apêndice.
O pai de Rafael tocava violino. Não apenas por prazer. Dava concertos pelo mundo inteiro e era sobejamente conhecido. O pai de Gino era um realizador de cinema. Diz aos atores o que eles têm de fazer, foi como Gino, com certo orgulho, explicou a profissão do pai.
O pai de Andi era vendedor numa loja de roupa para homem. Um pouco baixo,
usava óculos dourados e não era nada conhecido.
Andi só o via ao fim de semana, porque os pais tinham-se separado. Quando os
colegas falavam dos pais, Andi ficava calado. O que é que ele havia de dizer? Na passada
terça-feira, o meu pai vendeu um fato de flanela cinzenta?
Nas férias grandes, Alexandre foi para África, porque o pai queria fotografar leões.
Rafael foi para Nova Iorque, onde o pai ia dar um concerto. E Gino foi para a Sérvia,
onde o pai estava a rodar um filme.
O pai de Andi queria ir para a Toscânia. Pela sua bela paisagem e porque gostava
de visitar igrejas antigas. Andi não tinha bem a certeza se queria ir, mas estava
combinado passarem juntos umas férias por ano.
Por isso, Andi foi com o pai para Itália. Para dizer a verdade, até gostou bastante.
Ficaram numa terrinha entre vinhas, davam passeios e visitavam igrejas antigas, mas
não em demasia.
Certo dia, que seria diferente dos outros, passeavam pelo mercado de uma
pequena aldeia. Compraram tomates e alhos para o molho do esparguete, e ainda
pêssegos e uvas para a sobremesa. Num pequeno bar, o pai de Andi tomou café e Andi
bebeu um sumo de laranja, que em Itália se diz “aranciata”. Dirigiram-se depois,
devagar, para o local onde o carro ficara estacionado.
Andi foi o primeiro a ver os pássaros. Parou, horrorizado. Numa parede batida
pelo sol estavam dependuradas cerca de vinte minúsculas gaiolas, cada uma com um
pássaro fechado lá dentro. Pardais, tentilhões, um melro. Num desespero evidente,
arremessavam-se para cima e para baixo contra as grades.
— Que maldade! — exclamou Andi.
O pai de Andi olhou pensativamente e não proferiu palavra.
De resto, mais ninguém parecia incomodar-se com os pássaros encarcerados. As
pessoas passavam, falavam, riam, e não prestavam a mínima atenção àquele arremeter
e piar de desespero.
O pai de Andi aproximou-se de uma gaiola. O pardal, prisioneiro e em pânico,
tentava bater as asas, mas a gaiola era tão pequena que as asas embatiam contra as
grades de madeira. Num gesto rápido e resoluto, o pai de Andi abriu a porta da gaiola. Teve de retirar primeiro o recipiente da água e só depois é que pôde abrir a porta de
arame. O pardal mais parecia dar cambalhotas do que voar. Pousou por um instante na
rua, atordoado, mas depois voou e desapareceu.
O pai de Andi abriu todas as gaiolas. Uma por uma.
— Estão a olhar para nós — disse Andi. — Despacha-te!
Mas só quando abriu a última gaiola é que o pai pegou no saco de papel que tinha
pousado no chão e deu a mão a Andi.
— Não vão deixar-nos passar — sussurrou Andi, com medo.
Um pouco mais à frente, havia pessoas paradas na rua, que falavam em voz baixa
umas com as outras e olhavam para eles com um ar severo.
Agora vamos precisar do Super-Homem, pensou Andi, deitando um olhar de
soslaio ao pai. Que esquisito! Teria o pai crescido em tão pouco tempo? Parecia muito
maior do que de costume, muito decidido. E fazia cá uma cara… Exatamente como o
Super-Homem, antes de um duelo de vida ou de morte.
Contrariadas, mas sem nada fazerem, as pessoas da rua afastaram-se, deixando
o caminho livre a Andi e ao pai. Quando os dois dobraram a esquina, estugaram o passo
e, em poucas passadas, chegaram ao carro. Andi voltou a olhar para o pai para se
certificar. Será que alguém na idade dele pode ainda crescer? E tão de repente? Deve
ter sido uma ilusão!
Deixaram a pequena aldeia para trás, mas nenhum dos dois falava. Andi olhou
mais do que uma vez discretamente pelo espelho. Ninguém a persegui-los! À sua
frente, estendiam-se montes raiados de cor-de-rosa, violeta e azul-claro. Ciprestes
escuros erguiam-se contra o azul leitoso de um céu de verão. Os dois continuavam
ainda em silêncio. Mais tarde, sentaram-se debaixo de uma oliveira, a comer pêssegos
sumarentos.
Sobre as suas cabeças, pousado num ramo coberto de folhas prateadas, cantava
um pássaro.
— Este pertence ao teu grupo de admiradores! — disse Andi ao pai.
Dirigimo-nos à alavanca C, puxamo-la para a esquerda e para a direita e fomos… O nosso destino era a Batalha de Ourique, mas a máquina avariou no meio da viagem e fomos parar num lugar desconhecido. De repente estávamos a andar num matagal. Vimos uma guerra a decorrer e aproximamo-nos. - Senhor! Senhor! Que dia é hoje? - perguntamos receosos. - Hoje é dia 14 de agosto de 1385! - respondeu o condestável D. Nuno Álvares Pereira, em cima do seu cavalo, enquanto dava ordens aos soldados portugueses e ingleses. Ficamos assustados. Estávamos na Batalha de Aljubarrota! Vimos os Castelhanos a morrer nas armadilhas da tática do quadrado e os portugueses a lutarem, destemidos e confiantes. A batalha foi longa, mas terminou com os soldados a darem vivas ao D. João Mestre de Avis e a aclamarem-no Rei. De repente apareceu a famosa Padeira de Aljubarrota a correr, empunhando a sua enorme pá no ar. Vinha atrás de mais castelhanos! Estávamos orgulhosos, mas queríamos voltar para o nosso Mundo. Encontramos uma capivara, fugimos desta História e ela passou a ser o nosso animal de estimação especial.
Texto elaborado pelo João Rafael e pela Matilde, 4JUN1
Naquele dia, o Pedro queria ir para uma época onde se jogava Brawl Stars e Fortnite, mas a máquina do tempo onde estava a viajar foi para um lugar louco e desconhecido. Repentinamente apareceu um coche com uma senhora muito elegante que agitava nas mãos um ramo de flores e a gritava aflitamente para os assassinos:
- Parem, por favor! Parem por favor!... Quem me ajuda?!!!!
À volta do coche havia muitos homens com cara de maus e espingardas nas mãos rugosas de tanto trabalharem.
Eu percebi que a minha geringonça me tinha levado para a época do Regicídio, estavam a matar o rei D. Carlos e o seu filho D. Luís Filipe.
Fiquei chocado, com medo e fugi.
Peguei numa pedra, atirei-a aos criminosos e continuei a correr.
Apressadamente meti-me na máquina e voltei para o meu tempo. Ainda meio atarantado fui a casa da Mafalda e contei-lhe o que tinha acontecido.
- Mafalda, estive no passado!
- Como?! Não acredito! Conta-me tudo, Pedro, estou curiosa!
- Eu viajei na minha máquina do tempo, desculpa, esqueci-me de te convidar.
- O que se passou, fala?!
- Eu vi os liberais a matar o rei D. Carlos e o seu filho, o sucessor ao trono.
- Pedro, que assustador, tu tiveste muita sorte de não morrer! Ainda bem que eu não
Entramos na nossa máquina do tempo, mas começou tudo a tremer. De repente acordamos na água, sozinhas. Estávamos desorientadas e a nossa máquina estava despedaçada. Ao longe avistamos um barco iluminado.
- SOCOOORRO! - gritamos em coro.
Um marinheiro avistou-nos e foi ajudar-nos.
- Olá, sou o Pedro Álvares Cabral, e vocês, o que andam aqui a fazer?! – disse o
comandante, olhando desconfiado para as nossas vestimentas.
- Chamo-me Alice, esta é a Lara e esta é a Clara. – declarei, apontando para as minhas
companheiras de viagem.
- Ouvi-vos a gritar, precisam de ajuda?!
- Sim! Não somos desta época, a nossa máquina do tempo está despedaçada. Pode-nos
ajudar?
- Aqui no mar acontecem muitas coisas esquisitas! Relaxem, tudo se há de resolver. De repente, começaram a vir ondas fortes, entrava água no convés, era uma forte tempestade!
No dia seguinte a tempestade amainou e Pedro Álvares Cabral viu que as ondas os tinham conduzido para terra.
- Mas que terra é esta? - perguntou a Lara curiosa.
- Acho que é o Brasil - respondeu a Clara com firmeza.
Pedro Álvares Cabral, confuso, perguntou:
- Mas afinal o que é o Brasil?
Elas não podiam falar, era a lei do tempo. Então não responderam. Dirigiram-se a uma zona onde havia muitos indígenas atarefados, a carregarem as embarcações de diamantes, ouro, açúcar, cacau e pau brasil. Nem queriam acreditar que estavam na época dos descobrimentos!
Depois de muito trabalho, conseguiram arranjar a máquina do tempo. Despediram-se, agradeceram a Pedro Álvares Cabral e seguiram viagem.
- Obrigada! Venham meninas, vamos embora. - concluiu a Clara com lágrimas nos
olhos.
Texto realizado pela Clara, pela Lara e pela Alice, 4JUN1
"Nenhum de nós sabe o que existe e o que não existe. Vivemos de palavras. Vamos até à cova com palavras. Submetemo-nos, subjugamo-nos. Pesam toneladas, têm a espessura de montanhas, São as palavras que nos contém, são as palavras que nos conduzem. Mas há momentos em que cada um redobra de proporções, há momentos em que a vida se me afigura iluminada por outra claridade. Há momentos em que cada um grita: – Eu não vivi! eu não vivi! eu não vivi! – Há momentos em que deparamos com outra figura maior, que nos mete medo. A vida é só isto? Por mais que queira não posso desfazer-me de imbecilidades. Tenho de aturar ao mesmo tempo esta ideia e este gesto ridículo. Tenho de ser grotesco ao lado da vida e da morte. Mesmo quando estou só o meu riso é idiota. E estou só e a noite. Por trás daquela parede fica o céu infinito. Para não morrer de espanto, para poder com isto, para não ficar só e doido, é que inventei a insignificância, as palavras, a honra e o dever, a consciência e o inferno.
E ainda o que nos vale são as palavras, para termos a que nos agarrar."
Estava eu, na manhã de 1 de novembro de 1755 (dia de todos os santos) e a terra começou a tremer durante vários minutos, derrubou vários edifícios e espalhou destroços por todo o lado. Muita gente correu para a baixa de Lisboa, mas infelizmente uma onda gigante atingiu o local matando muitas e muitas pessoas… Além da onda gigante e do terramoto, por causa das velas acesas nas igrejas, houve imensos incêndios. Como eu sou da nobreza, estava no meu palácio que, felizmente, era muito resistente. Após umas horas depois do terramoto, o Marquês de Pombal disse de imediato para socorrerem os vivos e enterrarem os mortos, ordenou aos guardas que ficassem de vigilância nos locais mais importantes, prevenindo que alguém se aproveitasse da desgraça da cidade. Como ela estava toda destruída, retirou o lixo e entulhos das ruas de Lisboa. Além disto, resolveu criar um plano de reconstrução dacidade com a ajuda de Eugénio dos Santos, Manuel da Maia e Carlos Madel. Leonor Rafael, 6.ºB
Hoje, dia 1 de novembro de 1755, tive o dia mais caótico da minha vida. Estava a dar a missa normalmente quando de repente senti o chão a tremer. Todas as pessoas estavam preocupadas pois nunca tinha acontecido nada assim. Então eu disse-lhes: -Acalmem-se e não tenham medo, pois será pior! Não adiantou de nada porque alguns segundos depois começaram a cair pedaços da estrutura do teto. Então aí foi o caos total. Quando eu achava que nada podia piorar, deparo-me com um tsunami enorme quando estava a sair da igreja. Imediatamente, pensei em fugir para o ponto mais alto da cidade. Enquanto estava a fugir vi várias pessoas mortas e feridas, mas também pessoas preocupadas e sem saber o que fazer. Disse-lhes para me seguirem, mas nem todas conseguiram-me ouvir devido à confusão. Durante o caminho também encontrei outros membros do clero e pedi-lhes para me ajudarem a reunir o máximo de pessoas possível. Até chegarmos ao ponto mais alto da cidade acabaram por morrer algumas pessoas, mas grande parte, apesar de estar ferida, conseguiu sobreviver.
No dia 1 de novembro de 1755, como é habitual em todas as manhãs do fim de semana, fui com a minha família dar um passeio pela zona da baixa de Lisboa.
O dia estava diferente, cinzento e agitado. O mar parecia perturbado. Eram cerca das 9:40h da manhã quando as pessoas começaram a sentir o chão a tremer, eu comecei a ficar com medo ao ouvir os gritos das pessoas a pedir socorro.
Lembro-me de me virar e olhar em frente e ver uma onda gigante em direção a mim, aí senti que o terror tinha começado. Um forte tsunami tinha acabado de destruir milhares de casas e matar milhares de pessoas.
Lisboa nunca mais será a mesma! Eu tinha acabado de ficar sem nada e as pessoas gritavam e gritavam. Na minha cabeça não saía a voz de uma senhora já com os seus 80 anos aos gritos a pedir socorro, enquanto dizia que tinha perdido tudo aquilo que lutou durante a vida, e que já tinha perdido o marido, que era pescador e estava como todos os manhãs no mar a pescar.
Era de facto um cenário de terror, tristeza e medo.
Nesse dia, já quando a cidade estava completamente destruída e as pessoas sem os seus bens, lembro-me de pensar: “E agora para onde é que estas pessoas vão?”.
O dia 1 de novembro de 1755 vai ser sempre um dia com uma memória triste.
O dia 1 de novembro de 1755 vai ficar para sempre marcado na minha memória como o pior dia da minha vida.
Nesse dia, fiz a minha rotina diária como todos os outros dias e ao meio da manhã foi quando, juntamente com a minha mulher, sentimos um enorme tremor de terra.
Largamos tudo o que estávamos a fazer e, de mãos dadas, corremos porta fora até ao exterior, onde vimos a confusão instalada nas ruas. Pessoas corriam, atropelavam outras e choravam que nem crianças e, ainda, chocado com toda aquela situação, senti o puxão da minha mulher que me levava para longe da nossa casa que, como se fosse feita de um monte de areia, se desfazia, ficando somente destroços no chão.
- O que vamos fazer agora?- perguntou a Lucinda, ao mesmo tempo que ouvíamos as pessoas a dizer que um tsunami estava prestes a abater-se sobre Lisboa.
- Vamos para bem longe. - respondi eu já a correr na direção do sítio mais alto da cidade, sabendo que pelo menos ali, estaríamos a salvo.
Dia 1 de novembro, acordo e penso: "Mês novo, conquistas novas".
Levanto-me para beber água e digo para mim mesma "Vamos lá começar o dia!", de repente sinto tudo a tremer e desespero. As coisas começam a cair e eu cada vez mais desesperada.
Acalmo-me e corro para o andar de cima, coloco-me debaixo de uma mesa e só ouço pessoas a gritar: "Socorro", "Ajuda".
Entretanto, para de tremer, mas quando olho lá para fora assusto-me e grito "Uma onda, isto é uma onda!".
Fico traumatizada e começo a correr de um lado para o outro, quando de repente a casa abana fortemente.
Logo de seguida apercebo-me de que o chão está inundado e fico nervosa ao ver que o meu guarda-roupa está a pingar. Encho-me de coragem e decido sair.
A cidade está destruída, o caos está instalado. Nunca imaginei ver mortos a céu aberto, há feridos por todo o lado.
O Dia Internacional da Vida Selvagem celebra-se a 3 de março. O objetivo deste dia criado em 2013 pela ONU é celebrar a fauna e a flora do planeta, assim como alertar para os perigos do tráfico de espécies selvagens animais. Foi escolhido o dia 3 de março para esta efeméride já que foi neste dia, em 1973, que se verificou a CITES - Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção. De acordo com a ONU, o tráfico de animais e a caça valem até 213 mil milhões de dólares por ano. Este dia tenta relembrar o contributo das plantas e dos animais selvagens para o desenvolvimento sustentável e para o bem-estar em geral da humanidade, além dos perigos diários que a vida selvagem corre em diversas frentes.
Na madrugada do dia 28 de fevereiro de 1969, ocorre o maior sismo havido em Portugal no século XX.
Atingiu principalmente o sul de Portugal Continental e a região de Lisboa, embora tenha também sido sentido na região norte.
Este sismo teve epicentro no Oceano Atlântico, a sudoeste do Cabo de São Vicente (36.01º N, 10.57º W), com magnitude avaliada em 7,5 da Escala de Richter, sendo interpretado como resultado da compressão existente a sudoeste da Península Ibérica entre as placas Africana e Euroasiática.
A população entrou em pânico: inúmeras casas ficaram destruídas, pedras seculares de ameias de castelos tombaram no solo, houve quebras no fornecimento de eletricidade e as linhas telefónicas que conseguiram sobreviver intactas a este desastre ficaram tão sobrecarregadas que dificilmente se conseguia contatar os familiares.
O sismo provocou 13 vítimas mortais em Portugal. Fonte
Em janeiro, as turma da Escola Básica de Valadares participaram na atividade "Maratona de Cartas" da Amnistia Internacional, dinamizada pela Biblioteca Escolar em articulação com as disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento, Educação Moral e Religiosa Católica e Tecnologias da Informação e Comunicação. Ao participar nesta atividade, os alunos mostraram-se interessados e empenhados em exercer o seu direito de cidadania.
A 26 de fevereiro de 1929, morre, na Guarda, Augusto César Ferreira Gil, advogado e poeta neoromântico nacionalista que viveu quase toda a sua vida na cidade da Guarda, colaborando e dirigindo jornais republicanos. Havia nascido em Lordelo do Ouro, Porto, a 31 de julho de 1873.
Publicou em 1913 um livro de crónicas (Gente de Palmo e Meio) e os seguintes livros de poesia: Musa Cérula (1894), Versos (1898), Luar de Janeiro (1909), O Canto da Cigarra (1910), Sombra de Fumo (1915), O Craveiro da Janela (1920), Avena Rústica (1927) e Rosas desta Manhã (1930).
A maioria dos antigos alunos da Instrução Primária sabia de cor o seu poema que a seguir partilhamos...
A escravatura é um dos atos mais cruéis praticados pelos seres humanos, baseado numa prática social que permite a posse e comercialização de determinados indivíduos por outros. Ao longo da história da humanidade, a escravatura foi uma prática utilizada com frequência, especialmente pelos povos conquistadores que detinham a propriedade dos povos subjugados. Embora oficialmente a escravatura já tenha sido abolida em todo o mundo, em pleno século XXI ainda podemos encontrar casos que podem ser catalogados de escravidão, como a utilização de mão-de-obra oriunda principalmente de países de leste que trabalha em condições sub-humanas em explorações agrícolas.
Ainda recentemente, a comunicação social portuguesa referenciou um grupo de portugueses que trabalhava, em Espanha, em condições sub-humanas, bem próximas da escravatura. Porém, quando se fala de escravatura, o nosso imaginário remete-nos, de imediato, para aqueles seres humanos oriundos de África, levados à força, sobretudo para o continente americano, como mão-de-obra para laborar nas Roças.
Infelizmente, Portugal, como o fizeram outros países colonizadores, foi esclavagista, conduzindo, através do mar, em condições sub-humanas milhares de indivíduos como se de mera mercadoria se tratasse. Só os mais aptos fisicamente conseguiam sobreviver às péssimas condições em que eram colocados nos porões dos navios. Embora Portugal tenha sido o primeiro país do mundo a declarar oficialmente o fim da escravatura, a mesma continuou a subsistir nas colónias, por vezes de forma encapuçada, o que levou o governo português, a 25 de fevereiro de 1869, a decretar a abolição de todas as formas de escravatura nos territórios sob administração portuguesa.
Este livro é o mais conhecido do escritor e ilustrador norte-americano Shel Silverstein. O clássico, escrito em 1964, comoveu gerações com a história de uma árvore e um menino. Com poucas palavras, Silverstein fala da relação entre o homem e a natureza, onde uma árvore oferece tudo a um menino, que a deixa de lado ao crescer, ao mesmo tempo que se torna num homem egoísta. Mas para agradar ao menino que ama, a generosidade desta árvore não tem fim - ainda que isto signifique a sua própria destruição.
Duas fortes qualidades aliam-se neste livro. O facto de abordar questões fundamentais como o tempo, a morte, a vida, a relação amorosa e de amizade, tudo o que nos posiciona face aos outros e a nós próprios, assim como a aposta ao nível estético, na sobriedade narrativa e ilustrativa, com o traço simples e preciso de Silverstein.
Em 2019, esta ativista iraniana e a sua mãe, foram injustamente condenadas a 16 anos de prisão apenas por realizar manifestações pacíficas contra as leis abusivas e discriminatórias do uso forçado do véu no Irão – uma dessas ações, foi a distribuição de rosas brancas no metro de Teerão, no dia da mulher.
O caso de Yasaman Aryani reuniu, só em Portugal, mais de 50.000 assinaturas, que foram enviadas à Embaixada do Irão em Lisboa.
No passado dia 15 de Fevereiro, Yasaman Aryani e a sua mãe, saíram em liberdade!
O empenho e envolvimento dos nossos alunos contribuiu para fazer a diferença na defesa dos direitos humanos e para um Mundo melhor!
O Dia Internacional da Língua Materna é celebrado anualmente a 21 de fevereiro e visa promover, preservar e proteger todas as línguas faladas pelos povos em todo o mundo.
Estima-se que existam mais de 7000 línguas em todo o globo. No entanto, metade destas corre o risco de vir a desaparecer.
O Dia Internacional da Língua Moderna foi proclamado pela UNESCO em 1999, sendo comemorado em todos os seus países membros, com o objetivo de proteger e salvaguardar as línguas faladas em todo o planeta.
A escolha do dia 21 de fevereiro para comemorar o Dia Internacional da Língua Materna serve para lembrar a população mundial da tragédia que ocorreu em fevereiro de 1952, na cidade de Daca, no Bangladesh. Vários estudantes foram mortos pela polícia enquanto protestavam pelo reconhecimento da sua língua - o bengalês - como um dos dois idiomas oficiais do então Paquistão. Fonte
Aqui podes encontrar a ligação a uma sopa de letras sobre este dia.
Carlos Viegas Gago Coutinho, oficial da Marinha portuguesa, cartógrafo, geógrafo, historiador e navegador é natural de São Brás de Alportel, tendo o seu nascimento sido registado em Lisboa, a 17 de fevereiro de 1869.
Foi um dos pioneiros da aviação, ao realizar, em 1922, juntamente com o aviador Sacadura Cabral, a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, no hidroavião Lusitânia.
Oriundo de famílias de fracos recursos financeiras, não pode frequentar o curso de Engenharia na Alemanha como ambicionava, acabando por ingressar, aos 17 anos, na Marinha Portuguesa, tendo obtido o curso da Escola Naval em 1888.
Participa em operações militares na Baía de Tungue (Cabo Delgado, Moçambique) em 1891 e em Timor em 1912.
De 1898 a 1916, cartografa, com grande precisão, Timor, Niassa, Congo, Zambézia, Barotze (na atual Zâmbia) e São Tomé e Príncipe, tendo delimitado, de forma definitiva, a parte norte da fronteira entre Angola e Zaire.
Enquanto procedia a estes trabalhos de geografo, ATRAVESSA A PÉ A ÁFRICA, tendo conhecido Sacadura Cabral com quem haveria de realizar a primeira travessia aérea do Atlântico Sul.
A ele se deve o desenvolvimento do SEXTANTE DE HORIZONTE ARTIFICIAL e, em conjunto com Sacadura Cabral, a invenção de um CORRETOR DE RUMOS, para compensar o desvio causado pelo vento. Estes instrumentos de navegação revelam-se muitos úteis para a travessia aérea entre Lisboa e o Funchal, realizada por ambos em 1921.
Dois anos antes, a 11 de março, tinha sido feito Comendador da Ordem Militar de Avis, sendo elevado a Grande-Oficial da mesma Ordem a 19 de Outubro de 1920.
A 7 de setembro de 1922, comemorava-se o primeiro centenário da Declaração de Independência do Brasil do Império Português.
Para celebrar este acontecimento, Gago Coutinho e Sacadura Cabral decidem encetar a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, entre Lisboa e o Rio de Janeiro.
São entusiasticamente recebidos no Recife, em Salvador, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Na sua viagem de regresso a Portugal, são considerados heróis nacionais.
Gago Coutinho, para além de ter sido condecorado com as mais altas e prestigiosas distinções do Estado Português, é, ainda, promovido a contra-almirante.
Em 1954, a TAP, companhia aérea de Portugal, convida-o para um voo experimental ao Rio de Janeiro num DC-4, antecipando a futura linha regular que seria estabelecida em 1961.
A partir de 1925, dedica-se à investigação científica, estando vários dos seus trabalhos compilados na Náutica dos Descobrimentos.
Em 1958, é promovido a Almirante, por decisão da Assembleia Nacional.
Falece a 18 de fevereiro de 1959, estando sepultado no Cemitério da Ajuda, em Lisboa. Fonte
A 19 de janeiro de 1923, nasce, na Póvoa de Atalaia (Fundão), o poeta português Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas.
Devido à separação dos pais, muda-se para Lisboa, onde frequenta o Liceu Passos Manuel e a Escola Técnica Machado de Castro.
Em 1936, escreve os seus primeiros poemas e, em 1940, publica, ainda com o seu nome verdadeiro, a sua primeira obra: Narciso.
Em 1943, muda-se para Coimbra. Nesta cidade, convive com Miguel Torga e Eduardo Lourenço que o incentivam a continuar a escrever.
Em 1947, inicia uma carreira de 35 anos como funcionário público, desempenhando funções de Inspetor Administrativo do Ministério da Saúde. Em 1959, no âmbito da sua carreira, muda-se para a cidade do Porto, onde viveria as restantes décadas da sua vida.
Em paralelo com a sua vida profissional, que certamente lhe ocuparia muitas horas, consegue escrever inúmeras obras poéticas e alguma prosa, convivendo, simultaneamente, com personalidades do mundo da cultura, embora sempre se retraindo a aparecer em grandes eventos sociais.
Como reconhecimento pela sua notável obra poética, traduzida para diversas línguas, foram-lhe atribuídos inúmeros prémios literários, tanto em Portugal como no estrangeiro, tendo ainda sido agraciado, pelo governo português, com o grau de Grande Oficial da Ordem de Santiago da Espada e a Grã-Cruz da Ordem de Mérito. Fonte
Miguel Torga (1907-1995) foi um escritor português, um dos mais importantes poetas do século XX. Destacou-se também como contista, ensaísta, romancista e dramaturgo, deixando mais de 50 obras publicadas.
Miguel Torga, pseudónimo de Adolfo Correia da Rocha, nasceu em São Martinho de Anta, no dia 12 de agosto de 1907. De família humilde, com 10 anos foi para a cidade do Porto trabalhar na casa de familiares. Foi porteiro, moço de recados, regava o jardim, limpava a escadaria...
Em 1918 foi mandado para o seminário de Lamego, onde estudou Português, Geografia e História, Latim e os textos sagrados. Depois de um ano decidiu que não queria ser padre.
Em 1920, com 13 anos, Miguel Torga viajou para o Brasil para trabalhar na fazenda de café, de um tio, em Minas Gerais. Foi matriculado no Ginásio, em Leopoldina.
Em 1925, com 18 anos, regressou a Portugal acompanhado do tio, que percebendo a inteligência do sobrinho se prontificou a custear os seus estudos em Coimbra. Em 1928 matricula-se na Faculdade de Medicina. Em 1933, depois de formado, começou a exercer a profissão na sua terra natal.
Ainda estudante de medicina, Miguel Torga Iniciou sua vida literária e publicou seus primeiros livros de poemas: Ansiedade (1928), Rampa (1930), Tributo (1931) e Abismo (1932).
Em 1934, publicou A Terceira Voz, quando passou a usar o pseudônimo que o imortalizou. As criticas ao regime franquista espanhol contidas no livro O Quarto Dias, levaram-no à prisão em 1940
A sua obra reflete as apreensões, esperanças e angústias de seu tempo, traduz a sua rebeldia contra as injustiças e a sua revolta diante dos abusos do poder.
Miguel Torga escreveu uma vasta obra, em poesia, prosa, romance e teatro. Teve os seus livros traduzidos para diversas línguas. Foi por várias vezes candidato ao Prêmio Nobel de Literatura.
Miguel Torga recebeu vários prêmios, entre eles: prémio do Diário de Notícias (1969), prémio Internacional de Poesia de Knokke-Heist (1976), prémio Montaigne da Fundação Alemã F.V.S. (1981), prémio Camões (1989), prmio Personalidade do Ano (1991), premio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores (1992), prémio da Crítica, consagrando a sua obra (1993)
Miguel Torga faleceu em Coimbra, Portugal no dia 17 de janeiro de 1995.
"Maria é uma menina que não gosta de se abrigar da chuva. A caminho da escola vê um sem-abrigo a dormir no passeio. Logo ali inicia uma série de perguntas à mãe sobre o porquê daquele homem não ter uma casa. Como a mãe não lhe consegue dar respostas que a satisfaçam, a pequena Maria resolve desenhar casas e entregá-las a todos os sem-abrigo que encontra; e eles agradecem de um modo muito especial." Fonte
GREVE é o livro de estreia da ilustradora Catarina Sobral e também o primeiro título de uma autora portuguesa na colecção Orfeu Mini. Um dia, os pontos decretaram greve. Os pontos? Quais pontos? TODOS os pontos! Primeiro, foi a escrita foi a colapsar… Nas escolas, nos museus, nas fábricas, nos hospitais, ninguém se entendia. O ponto de fuga desapareceu. E o ponto verde. E o ponto de encontro. Tudo e todos chegavam atrasados. E era impossível fazer o ponto da situação. Até que… Fonte