domingo, 23 de abril de 2023

Dia Mundial do Livro

 


O Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de abril.
Esta data foi escolhida com base na lenda de São Jorge e o Dragão, adaptada para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas uma rosa vermelha de São Jorge (Sant Jordi) e recebem, em troca, um livro, testemunho das aventuras do heroico cavaleiro.
Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exatamente em abril.
Também a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, em 2023, presta homenagem a alguns autores portugueses, cujos centenários de nascimento se assinalam: Eduardo Lourenço (1923-2020), Eugénio de Andrade (1923-2005), Mário Cesariny (1923-2006), Mário-Henrique Leiria (1923-1980), Natália Correia (1923-1993) e Urbano Tavares Rodrigues (1923-2013).


sábado, 22 de abril de 2023

As manchas vermelhas do Planeta Azul

Perguntar aos peixes? Para o Planeta Azul aquilo era uma tolice! Os peixes são dos animais menos inteligentes do mundo! Ao invés disso, foi perguntar a uma Baleia, sempre era um animal mais imponente e, por isso, tinha obrigação de saber responder-lhe.
- Baleia, tu que consegues ver até aos locais mais profundos do mar, podes dizer-me porque estou a ficar com manchas vermelhas?!
- Oh, Planeta Azul! A culpa é de quem polui os mares. Milhares de peixes estão a morrer e a minha espécie já está em vias de extinção. Pergunta ao Lobo, ele deve saber responder-te.
O Planeta Azul ficou intrigado! A Baleia costumava ser sincera, mas mesmo assim fez o que ela lhe indicou.
Quando chegou à floresta viu que o Lobo estava a tremer.
- Senhor Lobo, porque está com medo?
- Ihh, tenho um caçador atrás de mim, mas ele não sabe que eu estou aqui! – disse o Lobo assustado – Mas o que te traz ao meu reino, Planeta Azul?!
- Lobo, tu que sabes liderar uma alcateia inteira, podes-me dizer porque estou com manchas vermelhas?
- A coisa que te está a provocar as manchas vermelhas, é a mesma que me está a perseguir. Vai ter com a Águia, ela irá explicar-te melhor.
O Planeta Azul foi ter ao ponto mais alto dos céus e dirigiu-se à ave mais veloz do mundo:
- Olá Águia, tudo bem contigo? Preciso da tua ajuda.
- Despacha-te, eu estou atrasada para a minha reunião, desembucha, o que queres de mim?!
- Ok, ok, Águia, sabes qual é o motivo das manchas vermelhas do meu corpo? – questionou o Planeta Azul, já cansado.
- Vou dizer-te tudo o que sei! São os seres humanos que estão a poluir o mar, a Terra e o ar! – afirmou a Águia com rapidez.
O Planeta Azul ficou surpreso, não sabia que eram os seus queridos filhinhos que estavam a trata-lo mal. De seguida, muito chateado, foi ter com eles.
- Porque é que estão a poluir-me?!
- Desculpa, pai, não tínhamos noção do mal que te estamos a fazer! – exclamaram milhares de seres humanos, arrependidos – A partir de amanhã vê-te todos os dias ao espelho, vais ter uma surpresa!
Passado algum tempo, o Planeta Azul começou a sentir-se melhor e, a pouco e pouco, foi recuperando novamente a cor Azul!!
Autoras: Inês e Alice

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Sugestões: Monumentos do Porto com dias de entrada gratuita

 Casa do Infante

                                                                                                  © Câmara Municipal do Porto

Cartão Porto Card: entrada gratuita.

Sábados e domingos: entrada gratuita.


Fundação de Serralves


Entrada gratuita no 1º domingo de cada mês (das 10:00 às 13:00). Mediante apresentação de Cartão do Cidadão Português ou Cartão de Residente em Portugal

Museu Nacional Soares dos Reis

                                         https://www.jpn.up.pt/2022/01/12/museu-soares-dos-reis-com-entrada-gratuita-ate-3-de-fevereiro/

Domingos e feriados até as 14:00: entrada gratuita.

terça-feira, 18 de abril de 2023

 

O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios (DIMS) assinala-se, anualmente, a 18 de abril. Este dia foi criado pelo Conselho Internacional de Monumentos e Sítios (ICOMOS), em 1982. No ano seguinte, a UNESCO reconheceu esta data, na 22.ª Conferência Geral.
O seu objetivo é destacar a importância dos monumentos e sítios na história e identidade dos vários povos, bem como apelar à sua preservação e valorização.
O tema escolhido para 2023 é «Património e Mudança» e tem como objetivo divulgar a apresentação de estratégias que demonstrem todo o potencial da pesquisa e das práticas patrimoniais enquanto elemento de resiliência e estabilidade num mundo em constante transformação, definindo planos de resistência e adaptação às mudanças climáticas, estimulando a reconciliação das comunidades com os seus habitats, impulsionando a divulgação da diversidade do património construído e imaterial e a sua apreensão enquanto parte integrante de um ecossistema, apoiando a criação e concretização de ideias inovadoras, orientadas para a cidadania global e para o empreendedorismo com impacto na economia verde.
Refletindo os desafios e ameaças do tempo em que vivemos, Património e Mudança traduz a oportunidade de reforçar as questões de salvaguarda, de inovação e de compromisso com a herança comum que nos une enquanto fatores de identidade e de esperança. 

terça-feira, 4 de abril de 2023

O Dia Mundial do Rato

O Dia Mundial do Rato celebra-se a 4 de abril.
O objetivo do Dia Mundial do Rato é fazer com que o pequeno bicho seja reconhecido como um animal de estimação e de companhia para pessoas de todas as idades. Combater o preconceito da sociedade para com os pequenos roedores e manifestar o gosto por estes animais são outros objetivos desta data.
Segundo os seus donos, os ratos são animais inteligentes, amigáveis, leais e cativantes, constituindo-se como uma grande companhia. Os ratos gostam normalmente de festas na cabeça e que lhes cocem as orelhas.  
O dia foi criado em 2002 por amantes de ratos, tendo sido escolhido o dia 4 de abril em homenagem à “Ratlist”, uma lista de email criada neste dia 4, dedicada a espalhar a discussão e o amor pelos pequenos roedores.

domingo, 2 de abril de 2023

Semana da Leitura: Dia 5

Um livro muito antigo e raro  está desaparecido da Biblioteca. No seu lugar foi deixadoum conjunto de enigmas, puzzles e códigos, que só mentes brilhantes poderão decifrar.



 

Dia Internacional do Livro Infantil


O Dia Internacional do Livro Infantil celebra-se, anualmente, a 2 de abril. Esta data assinala-se por ocasião do aniversário de Hans Christian Andersen, um reconhecido escritor infantil. O Dia Internacional do Livro Infantil tem vindo a ser comemorado desde 1967.

O seu propósito é incentivar a leitura dos mais novos e salientar a importância dos livros infantis no processo de educação.

Para assinalar este dia, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas disponibiliza um cartaz digital, da autoria da ilustradora Ana Ventura, vencedora do Prémio Nacional de Ilustração em 2022.

O cartaz transmite a ideia que tem sido subjacente a este dia ao longo dos anos: um livro como raiz para a vida, que a alimenta e lhe dá os nutrientes para a diversidade, tal como as palavras dão vida aos sonhos de cada um. Fonte

sexta-feira, 31 de março de 2023

Semana da Leitura: Dia 4


Algumas turmas do 2.º ciclo estiveram na biblioteca para ouvir o conto "A árvore" de Sophia de Mello Breyner Andresen e realizar um quiz sobre o mesmo. São sempre momentos enriquecedores.

 



Um encontro com os livros é sempre uma boa ideia! As partilhas foram fabulosas e os alunos muito persuasivas...







 

quarta-feira, 29 de março de 2023

Semana da Leitura: Dia 2

 O dia começou com a Hora do conto Online que envolveu vários grupo do EPE e do 1.º ciclo. A história partilhada foi "O menino que colecionava palavras". Após a leitura as nossas crianças contruíram uma nuvem de palavras com uma coleção especial...de palavras que podem fazer mudar o Mundo.



Durante a tarde, os professores aceitaram o desafio e trouxeram um livro para partilhar com os colegas. Esta partilha foi acompanhada de música e um miminho doce!






Semana da Leitura: Dia1

A Semana da Leitura "É a festa! Os atletas exibem as suas especialidades com fluidez e é um gosto observar. Mas para que pareça simples e fluido, muitas horas de treino suportam essa aparente facilidade, muitos momentos de desânimo surgiram durante o processo, muita resiliência foi necessário convocar.

Também para a leitura o treino e a resiliência são indispensáveis: só lendo muito e muitos textos de diferentes tipos, de diferentes extensões, de diferentes autores com diferentes propósitos, em suportes diversificados é possível adquirir a desejada aparente facilidade." Fonte

Assim, ao longo desta semana e da próxima, iremos diariamente, partilhar os momentos da nossa festa da leitura!

Para a abertura, os alunos prepararam um Flashmob tendo por mote "Os Direitos Inalienáveis do Leitor".




A Biblioteca Escolar foi um dos locais onde os nossos alunos conheceram melhor os seus amigos espanhóis, que nos visitaram no âmbito do projeto Erasmus.



Para acabar bem o dia, mães e filhos partilharam leituras ternurentas e conversaram sobre as mesmas.






terça-feira, 21 de março de 2023

Dia Mundial da Poesia


Horizontes

"Espero do leitor que abra um livro de poesia como se abre uma caixa de fósforos: fazendo a cada poema o que se faz quando se risca um fósforo, para que ele se acenda e o seu fogo ilumine ou incendeie quem o lê.
E é isso que eu, colocando-me na posição de leitor, espero de um poema: a capacidade de revelar nas palavras e nas imagens a música, a interrogação, a inquietação, mas também a percepção daquilo a que chamei “o mistério da beleza”.
É isso que procuro quando escrevo, tentando captar na convergência dos ventos os sinais de que a poesia continua a abrir horizontes surpreendentes num permanente convite à viagem para dentro e para fora de nós."

                                                                                                                             Nuno Júdice

Para enriquecer o nosso dia, partilhamos poesias ditas pelos alunos da turma B do quinto ano.



segunda-feira, 20 de março de 2023

 

Uma aventura incrível



Num dia frio e gelado de inverno, nós estávamos a fazer uma grande bola de neve, até que
de repente, se abriu um enorme buraco, vindo do céu nevoso. De lá saiu uma  máquina, 
parecia de outro mundo!
Entramos e vimos, um milhão de alavancas e botões. Um deles chamou-nos à atenção. O botão de cor azul-marinho cintilava nos nossos olhos. Então, apertei-o. Primeiro pensamos que não ia
funcionar, mas depois olhamos para todos os lados e a porta daquela geringonça estranha,
abriu-se. De repente percebemos que estávamos num barco agitado, onde se encontrava Bartolomeu Dias, juntamente com os seus marinheiros. Ninguém reparou em nós, éramos invisíveis.
Passado algum tempo, passamos por um Cabo enorme que parecia um monstro. Bartolomeu e os marinheiros estavam em pânico. Vimos muitos homens a caírem ao mar. Ficamos assustadíssimas!
Saímos da geringonça, os marinheiros ficaram imóveis, pareciam estátuas! Chegamos ao pé do capitão e sussurramos-lhe ao ouvido que vínhamos do futuro, que o monstro não existia e também lhe ensinamos a técnica para atravessarem o Cabo das Tormentas.
Voltamos para a máquina e esperamos um pouco. Os marinheiros seguiram as ordens do
capitão e conseguiram atravessar o Cabo.
Por fim, fizeram uma grande festa e o capitão Bartolomeu Dias gritou, enquanto nos dizia
adeus:
- Obrigado!!! Bravo marinheiros, conseguimos atravessar o Cabo da Boa Esperança!!!!!
- Viva o capitão!!! Viva o nosso rei D. João II !!
E assim acabou a nossa aventura espetacular!!!!!

Texto elaborado pela Leonor e Maria Antonieta, 4JUN1

domingo, 19 de março de 2023

Dia do Pai: O pai de Andi

 

Não era normal! Os três amigos de Andi tinham pais famosos.
O pai de Alexandre era cirurgião. Um daqueles médicos a quem as pessoas ricas e importantes recorrem para tirar o apêndice.
O pai de Rafael tocava violino. Não apenas por prazer. Dava concertos pelo mundo inteiro e era sobejamente conhecido. O pai de Gino era um realizador de cinema. Diz aos atores o que eles têm de fazer, foi como Gino, com certo orgulho, explicou a profissão do pai.

O pai de Andi era vendedor numa loja de roupa para homem. Um pouco baixo, usava óculos dourados e não era nada conhecido.
Andi só o via ao fim de semana, porque os pais tinham-se separado. Quando os colegas falavam dos pais, Andi ficava calado. O que é que ele havia de dizer? Na passada terça-feira, o meu pai vendeu um fato de flanela cinzenta?
Nas férias grandes, Alexandre foi para África, porque o pai queria fotografar leões. Rafael foi para Nova Iorque, onde o pai ia dar um concerto. E Gino foi para a Sérvia, onde o pai estava a rodar um filme.
O pai de Andi queria ir para a Toscânia. Pela sua bela paisagem e porque gostava de visitar igrejas antigas. Andi não tinha bem a certeza se queria ir, mas estava combinado passarem juntos umas férias por ano. 
Por isso, Andi foi com o pai para Itália. Para dizer a verdade, até gostou bastante. Ficaram numa terrinha entre vinhas, davam passeios e visitavam igrejas antigas, mas não em demasia.
Certo dia, que seria diferente dos outros, passeavam pelo mercado de uma pequena aldeia. Compraram tomates e alhos para o molho do esparguete, e ainda pêssegos e uvas para a sobremesa. Num pequeno bar, o pai de Andi tomou café e Andi bebeu um sumo de laranja, que em Itália se diz “aranciata”. Dirigiram-se depois, devagar, para o local onde o carro ficara estacionado.
Andi foi o primeiro a ver os pássaros. Parou, horrorizado. Numa parede batida pelo sol estavam dependuradas cerca de vinte minúsculas gaiolas, cada uma com um pássaro fechado lá dentro. Pardais, tentilhões, um melro. Num desespero evidente, arremessavam-se para cima e para baixo contra as grades.
— Que maldade! — exclamou Andi.
O pai de Andi olhou pensativamente e não proferiu palavra.
De resto, mais ninguém parecia incomodar-se com os pássaros encarcerados. As pessoas passavam, falavam, riam, e não prestavam a mínima atenção àquele arremeter e piar de desespero. 
O pai de Andi aproximou-se de uma gaiola. O pardal, prisioneiro e em pânico, tentava bater as asas, mas a gaiola era tão pequena que as asas embatiam contra as grades de madeira. Num gesto rápido e resoluto, o pai de Andi abriu a porta da gaiola. Teve de retirar primeiro o recipiente da água e só depois é que pôde abrir a porta de arame. O pardal mais parecia dar cambalhotas do que voar. Pousou por um instante na rua, atordoado, mas depois voou e desapareceu. 
O pai de Andi abriu todas as gaiolas. Uma por uma. 
— Estão a olhar para nós — disse Andi. — Despacha-te!
Mas só quando abriu a última gaiola é que o pai pegou no saco de papel que tinha pousado no chão e deu a mão a Andi. 
— Não vão deixar-nos passar — sussurrou Andi, com medo. 
Um pouco mais à frente, havia pessoas paradas na rua, que falavam em voz baixa umas com as outras e olhavam para eles com um ar severo. 
Agora vamos precisar do Super-Homem, pensou Andi, deitando um olhar de soslaio ao pai. Que esquisito! Teria o pai crescido em tão pouco tempo? Parecia muito maior do que de costume, muito decidido. E fazia cá uma cara… Exatamente como o Super-Homem, antes de um duelo de vida ou de morte. 
Contrariadas, mas sem nada fazerem, as pessoas da rua afastaram-se, deixando o caminho livre a Andi e ao pai. Quando os dois dobraram a esquina, estugaram o passo e, em poucas passadas, chegaram ao carro. Andi voltou a olhar para o pai para se certificar. Será que alguém na idade dele pode ainda crescer? E tão de repente? Deve ter sido uma ilusão!
Deixaram a pequena aldeia para trás, mas nenhum dos dois falava. Andi olhou mais do que uma vez discretamente pelo espelho. Ninguém a persegui-los! À sua frente, estendiam-se montes raiados de cor-de-rosa, violeta e azul-claro. Ciprestes escuros erguiam-se contra o azul leitoso de um céu de verão. Os dois continuavam ainda em silêncio. Mais tarde, sentaram-se debaixo de uma oliveira, a comer pêssegos sumarentos. 
Sobre as suas cabeças, pousado num ramo coberto de folhas prateadas, cantava um pássaro. 
— Este pertence ao teu grupo de admiradores! — disse Andi ao pai.
Edith Schreiber-Wicker

sábado, 18 de março de 2023

Uma aventura na Batalha de Aljubarrota


Dirigimo-nos à alavanca C, puxamo-la para a esquerda e para a direita e fomos…
O nosso destino era a Batalha de Ourique, mas a máquina avariou no meio da viagem e fomos parar num lugar desconhecido.
De repente estávamos a andar num matagal. Vimos uma guerra a decorrer e aproximamo-nos.
- Senhor! Senhor! Que dia é hoje? - perguntamos receosos.
- Hoje é dia 14 de agosto de 1385! - respondeu o condestável D. Nuno Álvares Pereira, em cima do seu cavalo, enquanto dava ordens aos soldados portugueses e ingleses.
Ficamos assustados. Estávamos na Batalha de Aljubarrota!
Vimos os Castelhanos a morrer nas armadilhas da tática do quadrado e os portugueses a lutarem, destemidos e confiantes. A batalha foi longa, mas terminou com os soldados a darem vivas ao D. João Mestre de Avis e a aclamarem-no Rei.
De repente apareceu a famosa Padeira de Aljubarrota a correr, empunhando a sua enorme pá no ar. Vinha atrás de mais castelhanos!
Estávamos orgulhosos, mas queríamos voltar para o nosso Mundo.
Encontramos uma capivara, fugimos desta História e ela passou a ser o nosso animal
de estimação especial.

Texto elaborado pelo João Rafael e pela Matilde, 4JUN1

sexta-feira, 17 de março de 2023

A loucura no Regicídio


 
Naquele dia, o Pedro queria ir para uma época onde se jogava Brawl Stars e Fortnite, mas a máquina do tempo onde estava a viajar foi para um lugar louco e desconhecido.  Repentinamente apareceu um coche com uma senhora muito elegante que agitava nas mãos um ramo de flores e a gritava aflitamente para os assassinos:
- Parem, por favor! Parem por favor!... Quem me ajuda?!!!!
À volta do coche havia muitos homens com cara de maus e espingardas nas mãos rugosas de tanto trabalharem. 
Eu percebi que a minha geringonça me tinha levado para a época do Regicídio, estavam a matar o rei D. Carlos e o seu filho D. Luís Filipe. 
Fiquei chocado, com medo e fugi. 
Peguei numa pedra, atirei-a aos criminosos e continuei a correr. 
Apressadamente meti-me na máquina e voltei para o meu tempo. Ainda meio atarantado fui a casa da Mafalda e contei-lhe o que tinha acontecido. 
-  Mafalda, estive no passado! 
- Como?! Não acredito! Conta-me tudo, Pedro, estou curiosa! 
- Eu viajei na minha máquina do tempo, desculpa, esqueci-me de te convidar. 
- O que se passou, fala?!
- Eu vi os liberais a matar o rei D. Carlos e o seu filho, o sucessor ao trono. 
- Pedro, que assustador, tu tiveste muita sorte de não morrer! Ainda bem que eu não
fui contigo! 

Texto elaborado pelo Pedro e pela Mafalda, 4JUN1


segunda-feira, 13 de março de 2023

Uma Aventura em Terras de Vera Cruz


Entramos na nossa máquina do tempo, mas começou tudo a tremer. De repente acordamos na água, sozinhas. Estávamos desorientadas e a nossa máquina estava despedaçada. Ao longe avistamos um barco iluminado.
- SOCOOORRO! - gritamos em coro.
Um marinheiro avistou-nos e foi ajudar-nos.
- Olá, sou o Pedro Álvares Cabral, e vocês, o que andam aqui a fazer?! – disse o
comandante, olhando desconfiado para as nossas vestimentas.
- Chamo-me Alice, esta é a Lara e esta é a Clara. – declarei, apontando para as minhas
companheiras de viagem.
- Ouvi-vos a gritar, precisam de ajuda?!
- Sim! Não somos desta época, a nossa máquina do tempo está despedaçada. Pode-nos
ajudar?
- Aqui no mar acontecem muitas coisas esquisitas! Relaxem, tudo se há de resolver. De repente, começaram a vir ondas fortes, entrava água no convés, era uma forte tempestade!
No dia seguinte a tempestade amainou e Pedro Álvares Cabral viu que as ondas os tinham conduzido para terra.
- Mas que terra é esta? - perguntou a Lara curiosa.
- Acho que é o Brasil - respondeu a Clara com firmeza.
Pedro Álvares Cabral, confuso, perguntou:
- Mas afinal o que é o Brasil?
Elas não podiam falar, era a lei do tempo. Então não responderam. Dirigiram-se a uma zona onde havia muitos indígenas atarefados, a carregarem as embarcações de diamantes, ouro, açúcar, cacau e pau brasil. Nem queriam acreditar que estavam na época dos descobrimentos!
Depois de muito trabalho, conseguiram arranjar a máquina do tempo. Despediram-se, agradeceram a Pedro Álvares Cabral e seguiram viagem.
- Obrigada! Venham meninas, vamos embora. - concluiu a Clara com lágrimas nos
olhos.

Texto realizado pela Clara, pela Lara e pela Alice, 4JUN1

domingo, 12 de março de 2023

Raúl Brandão

 



"Nenhum de nós sabe o que existe e o que não existe. Vivemos de palavras. Vamos até à cova com palavras. Submetemo-nos, subjugamo-nos. Pesam toneladas, têm a espessura de montanhas, São as palavras que nos contém, são as palavras que nos conduzem. Mas há momentos em que cada um redobra de proporções, há momentos em que a vida se me afigura iluminada por outra claridade. Há momentos em que cada um grita: – Eu não vivi! eu não vivi! eu não vivi! – Há momentos em que deparamos com outra figura maior, que nos mete medo. A vida é só isto? Por mais que queira não posso desfazer-me de imbecilidades. Tenho de aturar ao mesmo tempo esta ideia e este gesto ridículo. Tenho de ser grotesco ao lado da vida e da morte. Mesmo quando estou só o meu riso é idiota. E estou só e a noite. Por trás daquela parede fica o céu infinito. Para não morrer de espanto, para poder com isto, para não ficar só e doido, é que inventei a insignificância, as palavras, a honra e o dever, a consciência e o inferno.
E ainda o que nos vale são as palavras, para termos a que nos agarrar." 




sábado, 11 de março de 2023

Apontamentos da História: O terramoto de 1755


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Estava eu, na manhã de 1 de novembro de 1755 (dia de todos os santos) e a terra começou a tremer durante vários minutos, derrubou vários edifícios e espalhou destroços por todo o lado.
Muita gente correu para a baixa de Lisboa, mas infelizmente uma onda gigante atingiu o local matando muitas e muitas pessoas… Além da onda gigante e do terramoto, por causa das velas acesas nas igrejas, houve imensos incêndios.
Como eu sou da nobreza, estava no meu palácio que, felizmente, era muito resistente. Após umas horas depois do terramoto, o Marquês de Pombal disse de imediato para socorrerem os vivos e enterrarem os
mortos, ordenou aos guardas que ficassem de vigilância nos locais mais importantes, prevenindo que alguém se aproveitasse da desgraça da cidade. Como ela estava toda destruída, retirou o lixo e entulhos das ruas de Lisboa. Além disto, resolveu criar um plano de reconstrução dacidade com a ajuda de Eugénio dos Santos, Manuel da Maia e Carlos Madel.
Leonor Rafael, 6.ºB

sexta-feira, 10 de março de 2023

Apontamentos da História: O Terramoto de 1755

Pixabay


Hoje, dia 1 de novembro de 1755, tive o dia mais caótico da minha vida. Estava a dar a missa normalmente quando de repente senti o chão a tremer.
Todas as pessoas estavam preocupadas pois nunca tinha acontecido nada assim. Então eu disse-lhes:
-Acalmem-se e não tenham medo, pois será pior!
Não adiantou de nada porque alguns segundos depois começaram a cair pedaços da estrutura do teto. Então aí foi o caos total. Quando eu achava que nada podia piorar, deparo-me com um tsunami enorme quando estava a sair da igreja.
Imediatamente, pensei em fugir para o ponto mais alto da cidade. Enquanto estava a fugir vi várias pessoas mortas e feridas, mas também pessoas preocupadas e sem saber o que fazer.
Disse-lhes para me seguirem, mas nem todas conseguiram-me ouvir devido à confusão. Durante o caminho também encontrei outros membros do clero e pedi-lhes para me ajudarem a reunir o máximo de pessoas possível. Até chegarmos ao ponto mais alto da cidade acabaram por morrer algumas pessoas, mas grande parte, apesar de estar ferida, conseguiu sobreviver.

Leonor Ferreira, 6.º D

quinta-feira, 9 de março de 2023

Apontamentos da História: Terramoto de 1755

      pixabay

No dia 1 de novembro de 1755, como é habitual em todas as manhãs do fim de semana, fui com a minha família dar um passeio pela zona da baixa de Lisboa.

O dia estava diferente, cinzento e agitado. O mar parecia perturbado. Eram cerca das 9:40h da manhã quando as pessoas começaram a sentir o chão a tremer, eu comecei a ficar com medo ao ouvir os gritos das pessoas a pedir socorro.

Lembro-me de me virar e olhar em frente e ver uma onda gigante em direção a mim, aí senti que o terror tinha começado. Um forte tsunami tinha acabado de destruir milhares de casas e matar milhares de pessoas.

Lisboa nunca mais será a mesma! Eu tinha acabado de ficar sem nada e as pessoas gritavam e gritavam. Na minha cabeça não saía a voz de uma senhora já com os seus 80 anos aos gritos a pedir socorro, enquanto dizia que tinha perdido tudo aquilo que lutou durante a vida, e que já tinha perdido o marido, que era pescador e estava como todos os manhãs no mar a pescar.

Era de facto um cenário de terror, tristeza e medo.

Nesse dia, já quando a cidade estava completamente destruída e as pessoas sem os seus bens, lembro-me de pensar: “E agora para onde é que estas pessoas vão?”.

O dia 1 de novembro de 1755 vai ser sempre um dia com uma memória triste.

Lara 6.º B


domingo, 5 de março de 2023

Apontamentos da História: O Terramoto de 1755



                                                                                           Imagem de gtaranu por Pixabay


O dia 1 de novembro de 1755 vai ficar para sempre marcado na minha memória como o pior dia da minha vida.
Nesse dia, fiz a minha rotina diária como todos os outros dias e ao meio da manhã foi quando, juntamente com a minha mulher, sentimos um enorme tremor de terra.
Largamos tudo o que estávamos a fazer e, de mãos dadas, corremos porta fora até ao exterior, onde vimos a confusão instalada nas ruas. Pessoas corriam, atropelavam outras e choravam que nem crianças e, ainda, chocado com toda aquela situação, senti o puxão da minha mulher que me levava para longe da nossa casa que, como se fosse feita de um monte de areia, se desfazia, ficando somente destroços no chão.
- O que vamos fazer agora?- perguntou a Lucinda, ao mesmo tempo que ouvíamos as pessoas a dizer que um tsunami estava prestes a abater-se sobre Lisboa.
- Vamos para bem longe. - respondi eu já a correr na direção do sítio mais alto da cidade, sabendo que pelo menos ali, estaríamos a salvo.

Lucas, 6.º D

sábado, 4 de março de 2023

Apontamentos da História: Terramoto de 1755

Imagem de Jensen Art Co por Pixabay 

O Terramoto e o Tsunami

Dia 1 de novembro, acordo e penso: "Mês novo, conquistas novas".
Levanto-me para beber água e digo para mim mesma "Vamos lá começar o dia!", de repente sinto tudo a tremer e desespero. As coisas começam a cair e eu cada vez mais desesperada.
Acalmo-me e corro para o andar de cima, coloco-me debaixo de uma mesa e só ouço pessoas a gritar: "Socorro", "Ajuda".
Entretanto, para de tremer, mas quando olho lá para fora assusto-me e grito "Uma onda, isto é uma onda!".
Fico traumatizada e começo a correr de um lado para o outro, quando de repente a casa abana fortemente.
Logo de seguida apercebo-me de que o chão está inundado e fico nervosa ao ver que o meu guarda-roupa está a pingar. Encho-me de coragem e decido sair.
A cidade está destruída, o caos está instalado. Nunca imaginei ver mortos a céu aberto, há feridos por todo o lado.
É o pânico total!

Catarina, n.º 5, 6.º D

sexta-feira, 3 de março de 2023

Dia Internacional da Vida Selvagem

O Dia Internacional da Vida Selvagem celebra-se a 3 de março.
O objetivo deste dia criado em 2013 pela ONU é celebrar a fauna e a flora do planeta, assim como alertar para os perigos do tráfico de espécies selvagens animais.
Foi escolhido o dia 3 de março para esta efeméride já que foi neste dia, em 1973, que se verificou a CITES - Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção.  
De acordo com a ONU, o tráfico de animais e a caça valem até 213 mil milhões de dólares por ano.
Este dia tenta relembrar o contributo das plantas e dos animais selvagens para o desenvolvimento sustentável e para o bem-estar em geral da humanidade, além dos perigos diários que a vida selvagem corre em diversas frentes. 

Para assinalar este dia, ouve a história de Elmer um elefante diferente.

            

terça-feira, 28 de fevereiro de 2023

Maior Sismo em Portugal do Século XX

http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=06598.136.23301#!16 


Na madrugada do dia 28 de fevereiro de 1969, ocorre o maior sismo havido em Portugal no século XX.

Atingiu principalmente o sul de Portugal Continental e a região de Lisboa, embora tenha também sido sentido na região norte.

Este sismo teve epicentro no Oceano Atlântico, a sudoeste do Cabo de São Vicente (36.01º N, 10.57º W), com magnitude avaliada em 7,5 da Escala de Richter, sendo interpretado como resultado da compressão existente a sudoeste da Península Ibérica entre as placas Africana e Euroasiática.

A população entrou em pânico: inúmeras casas ficaram destruídas, pedras seculares de ameias de castelos tombaram no solo, houve quebras no fornecimento de eletricidade e as linhas telefónicas que conseguiram sobreviver intactas a este desastre ficaram tão sobrecarregadas que dificilmente se conseguia contatar os familiares.

O sismo provocou 13 vítimas mortais em Portugal.  Fonte


http://casacomum.org/cc/visualizador?pasta=06598.136.23301#!16 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Maratonas de Cartas

Em janeiro, as turma da Escola Básica de Valadares participaram na atividade "Maratona de Cartas" da Amnistia Internacional, dinamizada pela Biblioteca Escolar em articulação com as disciplinas de Cidadania e Desenvolvimento, Educação Moral e Religiosa Católica e Tecnologias da Informação e Comunicação. Ao participar nesta atividade, os alunos mostraram-se interessados e empenhados em exercer o seu direito de cidadania. 

                    
                                                              






domingo, 26 de fevereiro de 2023

Augusto Gil

 




A 26 de fevereiro de 1929, morre, na Guarda, Augusto César Ferreira Gil, advogado e poeta neoromântico nacionalista que viveu quase toda a sua vida na cidade da Guarda, colaborando e dirigindo jornais republicanos. Havia nascido em Lordelo do Ouro, Porto, a 31 de julho de 1873.

Publicou em 1913 um livro de crónicas (Gente de Palmo e Meio) e os seguintes livros de poesia: Musa Cérula (1894), Versos (1898), Luar de Janeiro (1909), O Canto da Cigarra (1910), Sombra de Fumo (1915), O Craveiro da Janela (1920), Avena Rústica (1927) e Rosas desta Manhã (1930).

A maioria dos antigos alunos da Instrução Primária sabia de cor o seu poema que a seguir partilhamos...


BALADA DA NEVE

Batem leve, levemente,

como quem chama por mim.

Será chuva? Será gente?

Gente não é, certamente

e a chuva não bate assim.


É talvez a ventania:

mas há pouco, há poucochinho,

nem uma agulha bulia

na quieta melancolia

dos pinheiros do caminho...


Quem bate, assim, levemente,

com tão estranha leveza,

que mal se ouve, mal se sente?

Não é chuva, nem é gente,

nem é vento com certeza.


Fui ver. A neve caía

do azul cinzento do céu,

branca e leve, branca e fria...

- Há quanto tempo a não via!

E que saudades, Deus meu!


Olho-a através da vidraça.

Pôs tudo da cor do linho.

Passa gente e, quando passa,

os passos imprime e traça

na brancura do caminho...


Fico olhando esses sinais

da pobre gente que avança,

e noto, por entre os mais,

os traços miniaturais

duns pezitos de criança...


E descalcinhos, doridos...

a neve deixa inda vê-los,

primeiro, bem definidos,

depois, em sulcos compridos,

porque não podia erguê-los!...


Que quem já é pecador

sofra tormentos, enfim!

Mas as crianças, Senhor,

porque lhes dais tanta dor?!...

Porque padecem assim?!...


E uma infinita tristeza,

uma funda turbação

entra em mim, fica em mim presa.

Cai neve na Natureza

- e cai no meu coração.

                                    Augusto Gil